http://www.makepovertyhistory.org Usina de Pensamentos

Criar, mudar, refinar o pensamento! Viver o sentimento e sentir o que é vivido! Enxergar as ilusões recolocar-se na realidade! Ter insights, sentir-se continuamente inspirado... Seja mais um operário na Usina de Pensamentos!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

# 27 ( I hope you'll be by me then )


Issaê!

Vinte e sete...

Dia pra celebrar?
Sim!
(Sempre...)

A família,
a namorada,

os amigos,
à minha história,
e (por que não)
ao nosso futuro!
E não necessariamente nessa ordem...


O quê que eu quero de presente?

Bem...


O que mais eu poderia pedir (ou merecer)?

Além de toda beleza (e raridade!)
de uma segunda-feira de dia frio e nublado,

com uma chuva gostosa e insistente...

Além de todos os abraços
e mensagens
que pululam
hora ou outra no telefone
ou
na caixa de e-mails...


Além da sua disposição e paciência,
para ler este humilde blog?

Obrigado por investir parte

do seu tempo precioso aqui... Comigo!

Isso sou eu!
E você é sempre muito bem-vindo!

Certas coisas não se exige,
elas simplesmente acontecem...

E têm a incrível capacidade de te fazer feliz!
Espontaneamente
...

A você, meu muito obrigado!
Você fez desse momento algo especial!
Mesmo que você não se manifeste,
Acredite!

A partir de agora,
(irreversivelmente!)

uma parte de mim vive em você...
E vice-versa!

Amigo,
aquele abraço!


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Agora um presente! (o meu eu já peguei...)

SEVEN

Clica aí, vai lá e bom proveito...

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" I've been high, and I've been down
My head in the clouds and
My hands in the ground
In the arms of a woman
I found my way home
In the arms of a woman
I had been lost

When I'm so lost
That this losing
Feel like dying
I hope you'll be by me then
When I'm so lost
That this losing
Feel like dying
I hope you'll be by me then

As a young man, I was afraid
Of my life, what would I make?
I would make love, what will I hate?
What bittersweet road
Will I take to my grave?

And if I'm old
'Til this oldness have me dying
I hope you'll be by me then
Oh, when I'm old 'til
This oldness has me dying
I hope you'll be by me then
I hope you'll be by me then

Sick of you
And I'm sick of me
I'm sick of wars
And I'm sick of peace
I'm sick of sound
'Til I'm sick of silence
Oh, sick of the darkness
'Til I'm sick of the light

When I'm so sick
That this sickness has me dying
I hope you'll be by me then
I hope you'll be by me then
Oh, when I'm so sick
That this sickness have me dying
I hope you'll be by me then

Once, as a boy
I saw what happened
I saw them
Beat him down to the cold, cold ground
Watched those big boys
Beat that man down
I was too weak to make a stand

When I'm so weak
That this weakness
Feels like dying
I hope you'll be by me then
When I'm so weak
That this weakness
Feels like dying
I hope you'll be by me then

When I'm old
'Til this oldness
Feels like dying
I hope you'll be by me then

So I will live as I see fit
There will be those who will not like it
But in the arms of a woman
I found my way home
So to the arms of a woman, I will go

And if I'm old
'Til this oldness has me dying
I hope you'll be by me then "

DMB - #27

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

o amor, a morte e as paixões (Ato III - As Paixões)


Ato III - (As Paixões)

O contexto

De um lado o Goiás, time de futebol com boa estrutura e bastante dinheiro mas que nacionalmente nunca conseguiu demonstrar de forma concreta essa sua força e potencial.

Do outro o São Paulo, com estrutura, dinheiro e que vinha da conquista de três títulos nacionais de forma consecutiva, o último destes em cima do próprio Goiás, em um jogo realizado no Distrito Federal.

No campeonato atual o Goiás vinha mal, havia perdido várias partidas seguidas, mas "misteriosamente" tinha jogado bem e empatado o jogo anterior com o vice-líder Flamengo fora de casa, com o Maracanã abarrotado com mais de 80 mil pessoas.

No papel, tanto o time do Goiás como o do São Paulo eram bons times, com jogadores consagrados e experientes mesclados com boas jovens promessas.

O Goiás estava com "força máxima", ou seja, todos os titulares disponíveis já o São Paulo não poderia escalar alguns jogadores importantes, suspensos por conta de cartões e pelo Tribunal Desportivo.

Em termos de objetivos dentro do campeonato, a motivação do Goiás para esse jogo deveria ser nula já que, no pior dos casos, uma derrota não mudaria a sua posição na tabela e, por outro lado, a vitória também não seria suficiente para colocar o time na briga pelo título ou para classifica-lo entre os quatro melhores para a Copa Libertadores.

Para o São Paulo, líder do campeonato, a vitória era essencial, uma vez que a distância para o vice-líder era mínima. Além disso, estava mais do que claro que o jogo do vice-líder Flamengo seria uma molezinha, porque ele enfrentaria o desmotivado Corinthians que, assim como o Goiás, também não almejava mais nada nesse campeonato e não faria questão alguma de dificultar as coisas, para dar chance à quarta conquista consecutiva do título pelo rival São Paulo.

O jogo

O jogo, portanto, era Goiás contra o São Paulo, penúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2009.

O estádio era o Serra Dourada. O São Paulo, atual tricampeão brasileiro, campeão já seis vezes no "acumulado" do torneio, tentava se manter na briga para levantar o caneco pela sétima vez e liderava o campeonato.

O Goiás estava no meio da tabela e objetivamente não tinha mais expectativa alguma em relação ao torneio já que perdera muitos pontos na segunda metade do campeonato.

Não fosse esse contexto histórico do São Paulo ter sido campeão no último ano em cima do Goiás.

Não fosse a imensa vontade de qualquer mídia, árbitros, dirigentes e torcedores (não são-paulinos) de não aguentar ver o São Paulo ser heptacampeão.

Não fosse o bom (e caro!) time do Goiás que misteriosamente resolveu voltar a jogar bem as partidas "decisivas" do campeonato.

Não fossem os inúmeros desfalques de jogadores titulares nas partidas decisivas do São Paulo.

Não fosse esse, talvez o torneio de futebol mais equilibrado do mundo, nos últimos tempos.

Não fosse o Serra Dourada estar absolutamente dominado por torcedores tricolores, que provocaram a torcida (e os jogadores) do Goiás gritando: "Não aguento mais, ser campeão em cima do Goiás".

Tudo isso formando um belo espetáculo, cujo desfecho ninguém poderia prever.

E embalado pela torcida, o tricolor começou dominando o jogo.

E aos 15 minutos de jogo, São Paulo na frente 1 x 0.

Resultado que garantiria o time na ponta da tabela, dependendo apenas de seu próprio resultado na última rodada para confirmar a conquista do sétimo título nacional.

Mas o time não conseguiu conter a reação do Goiás e tomou o gol de empate, cinco minutos depois: 1 x 1.

E daí em diante o time do São Paulo se desconfigurou completamente. Não conseguia trocar passes, nem controlar a posse de bola e muito menos segurar o ímpeto do time goiano.

Pouco tempo depois, após uma bela jogada com várias trocas de passes, outro gol do Goiás 2 x 1.

E a pequeníssima torcida alvi verde se inflamou. E o time ganhou ainda mais força e confiança.

Atônito, o time do São Paulo continuava sem criar nada. Não demonstrava a menor capacidade de reação ou a atitude de um time que quer ser campeão. No resto do primeiro tempo inteiro não chutou no gol uma bola sequer.

O Goiás só tocava a bola para administrar o placar do primeiro tempo.

Na volta do intervalo, só restava uma opção para o São Paulo: fazer dois gols e virar o jogo.

Àquela altura o Flamengo já estava vencendo o Corinthians e o Palmeiras batendo o Atlético-MG e, assim, o São Paulo estava caindo para terceira posição na tabela. Só não era o quarto colocado porque o Inter estava perdendo para o Sport.

E, de fato, começou o segundo tempo pressionando. Mas não conseguia fazer o gol.

Aos 20 minutos, em um cruzamento longo, outro gol do Goiás 3 x 1.

Aí, bixo, FÓDEU...

Era só na base do desespero mesmo e o São Paulo não é um time "acostumado" a jogar assim...

Mas, dez minutos depois, incrivelmente, fez um gol após bobeada do zagueiro do Goiás 3 x 2.

Era mais ou menos 33 do segundo tempo. Se o time tivesse alguma coordenação até daria para acreditar. Mas não era o caso. O time estava muito ansioso e desorganizado em campo.

Acontece que o São Paulo acabou dando muito espaço para o Goiás criar jogadas e em um chute de fora da área estava tudo liquidado 4 x 2.

Game Over para o tricolor. O Goiás jogou muito nesse jogo. E o São Paulo, mesmo precisando ganhar, fez o mesmo jogo previsível que tem se acostumado nos últimos anos. Talvez por isso tenha sido complicado vencer jogos decisivos.

Para deixar o quandro um pouco pior, o Inter havia virado o jogo contra o Sport e assumira a vice-liderança, jogando o São Paulo para a quarta posição.

A torcida tricolor que poderia sair do estádio gritando "É campeão" saiu desapontada com um time que jogou muito pouco para quem quer de fato levar outro título para casa.

Mas feliz porque mesmo perdendo esse jogo, o time continua na briga e que não há dúvidas de que o time continuará sendo forte e grande e brigará por títulos, em todos os campeonatos que competir.

Alguém duvida?

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

o amor, a morte e as paixões (Ato II - A Morte)


Ato II - A morte

Sol das três na mulêra. Mais 5 mil nêgo numa portinha não cabem trinta. Maravilha!

Pra quem nunca foi ou nunca viu, estádio de futebol lotado é sinônimo de tumulto. Foi o caso daquele dia.

E por incrível que pareça, mesmo sendo time visitante, a torcida do seu time era esmagadora maioria. Esmagadora ao pé-da-letra(!) porque ele quase foi esmagado antes de passar pela catraca. Mas sobreviveu para viver e ver tudo aquilo.

Enfim, seu time poderia desfrutar da falsa sensação de jogar em casa. Dominou mais de dois terços do estádio.

Ele? Procurou e sentou num dos lugares mais altos para ter uma boa visão do jogo.

(Mentira, era só porque era um dos poucos lugares que tinha sobrado na sombra!)

A chuva até ameaçava. Mas reinava um calor do cão.

Relutou, mas comprou uma água.
"Ué, mas porque relutou? Como assim?"

Banheiro e estádio são duas coisas mutuamente excludentes.

Se para o "toaléte" fosse - estava sozinho - perderia o seu precioso lugar, e toda a programação de ver o jogo ia pro beleléu.

Então, bicho, água, só se estivesse desmaiando de sede.

Cerveja?

Nem pensar. Já pensou?

Depois vira aquela mijação danada, uma depois da outra, já viu né? (Mas que cairia bem pra refrescar a guela, ah, cairia...)

Aí chega você e pergunta: pra que sofrer desse tanto? Vale a pena sofrer assim?

Calma,
espera que eu não terminei.

o amor, a morte e as paixões (Ato I - O Amor)


(ou sobre como compreender o futebol a golpes de martelo)



Preâmbulo


Como muitos por aí, ele não tinha muito dinheiro.


Aliás, é bom que se diga, ele não tinha nem emprego.


Não que isso seja BOM ao pé-da-letra
(se é que letra tem pé, coisa que eu nunca vi) , mas isso é só mais para que você me entenda bem mesmo...
(E, sendo sincero, só emendei essa ladainha de pé de letra pra quebrar qualquer clima dramático que tinha sido porventura criado...) =P

E pra ele não restava muita opção a não ser tentar levar a vida numa boa até que aparecesse uma oportunidade interessante. Mas pra isso sabia que era preciso ter paciência e persistência porque essas coisas não se resolvem da "noite pro dia".

Exatamente duas virtudes que ele NÃO tinha. Paciência para se contentar com pouco.

Uma coisa que ele não tinha mesmo era muita paciência. Queria viver tudo de uma vez e o mais intensamente possível. E além disso não tinha muita sorte.


Porque, mesmo ser saber perfeitamente porquê, na opinião de muitos que o conheciam (ou que achavam que o conheciam) ele estava mesmo era vivendo na malandragem.

Como se tivesse escolhido viver "à toa na vida..."

Como se isso fosse o princípio fundamental de sua existência...


(Jesus, Misericórdia!!!)


...

Ato I - O Amor


É... E talvez fosse isso mesmo.


Afinal, brasileiro é MESMO meio malandro e faz de tudo por um futebolzinho...


(Ah, esqueci! Desculpe-me se você NÃO É assim, SUA ABERRAÇÃO!!!!)


Ops, perdão, mas louco é quem foge à regra...


E ele foi ver seu futebolzinho.

No estádio.

Oportunidade única.

Única chance de ver o seu time literalmente em campo naquele ano.


Sacanearam no preço dos ingressos, mas nem isso o conteve.

Com esses ingressos inflacionados, ele não tinha com quem ir ao jogo, mas nem isso o conteve.


Ninguém o acompanharia.

Ninguém.

Teria que ir só.


Encarou.


Sem querer, pensava e cantarolava "Hoje eu quero sair só..."

Sem querer...

Mas não tinha outra opção!


Separou o dinheiro do busão, esqueceu o boné.

E foi.

"Tchau!

Vai ver se eu tô lá na esquina,
devo estar...

A lua me chama
Tenho que ir pra rua...

Já deu minha hora,
e eu não posso ficar..."


Fotos: Flickr

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Vai decolar? (Parte 1)



Pois é. Acredite! O Brasil decolou e chegou à capa da edição dessa semana da revista "The Economist", uma das mais influentes do mundo na sua área. Tá! Mas e daí? Que importância isso tem pra sua vida? Reflita, com calma.

Pense bem. Isso merece, sim, uma reflexão pois vai fazer muita diferença na vida de todos brasileiros a partir de agora e também num futuro não muito distante.

De cara, a própria capa deixa evidente que a porção "poderosa" do mundo começou a olhar o Brasil com "outros olhos" e que eles já começam a enxergar a possibilidade de que talvez tenha chegado a vez do nosso país "tentar" sair do marasmo do subdesenvolvimento. Mas peraí. Nesse ponto paira uma pergunta no ar: será, então, que isso significa que o modelo de gestão adotado pelo atual governo brasileiro é mesmo um tremendo sucesso?


Vamos com calma. Também não cheguemos a tanto. Sucesso talvez não seja a palavra mais adequada. A expressão que melhor encaixaria ali, na minha opinião, seria badalação.

O Brasil é o país do momento. O Brasil seria o grande "pop-star emergente" que estaria reivindicando seu lugar no "tapete vermelho" frequentado pelas nações mais poderosas do planeta. Para que consigamos captar bem o que está acontecendo de verdade é preciso compreender melhor alguns do referenciais envolvidos nessa questão.


Dentro do contexto econômico global fragilizado, na ressaca de uma crise financeira mundial, o Brasil conseguiu concentrar e chamar para si o foco de discussões que vão desde os acordos climáticos até às olimpíadas, ou então, a descoberta de novas reservas para produção de petróleo e a próxima copa do mundo. Mas o que isso significa de fato? E como isso pode se refletir no nosso cotidiano?

Muita coisa ou nada. É subjetivo. Depende de cada um. Se você não se importa com o imposto embutido no preço daquele "cigarrinho" ou do choppinho do final da tarde, ou então, se será possível trocar de carro nesse final de ano ou se você não dá a mínima bola para a coerência do preço daquele imóvel que você achou interessante, e acha que conseguirá comprá-lo mesmo assim, realmente nada disso vai interferir na sua vida.

Acredite. Você, eu, todo mundo é movido e influenciado pelas reações advindas das decisões políticas tomadas por quem detém o poder de interferir significativamente na economia. Não há como fugir disso.

E no Brasil esse poder está, como nunca esteve desde os tempos da monarquia, nas mãos de um homem cujo nome lembra mais um molusco, ou melhor, um animal de "corpo-mole". Mas, ainda assim, vale destacar que trata-se de um homem com uma retórica engenhosa e muito articulado politicamente. Em um debate ele é capaz de derrubar até os mais geniais pensadores e grandes idealistas que existem no nosso país. Até mesmo grandes líderes mundiais ficam estupefatos diante de alguns discursos do presidente.

Utilizando-se dessa sua grande qualidade, ele conseguiu, no Congresso, simultaneamente neutralizar o poder da oposição e colocar o partido que compõe a maioria da bancada a seu favor (valendo-se de meios um tanto quanto "questionáveis" para tanto). Isso, portanto, não veio sem algum ônus para a sua imagem. Mas o que quero frisar com isso é que ele sempre teve caminho livre para governar e fazer o que bem entendesse no país nesses últimos oito anos. E, verdade seja dita, fez pouco. Muito pouco. Fez pouco? Como assim? "Como ousas?" - poderia questionar alguém. "Isso contraria a lógica" - poderiam argumentar alguns. Mas permita-me discordar.

Pensemos um pouco sobre o que significa esse aclamado "sucesso" da gestão política no Brasil. Copa do mundo? Olimpíadas? Pré-sal? Convenções climáticas? Megaempresas estruturadas em setores estratégicos da economia (Petrobrás, Vale, Gerdau, JBS)? Economia forte e consolidada? Mas a pergunta que devemos fazer é: o quanto disso se deve a alguma ação própria do atual governo? E mais: estamos no rumo certo? Será que os investimentos estão sendo feitos em áreas verdadeiramente promissoras, que poderão render bons frutos adiante, sem o risco de sermos afetados pelas constantes e inevitáveis turbulências inerentes ao sistema capitalista?

É preciso que todos tenham consciência de que o Brasil está entrando de cabeça no olho de um furacão. E por mais que os brasileiros queiram acreditar que a crise mundial tenha sido apenas uma "marolinha", isso não existe, é pura ilusão. A crise derrubou empresas e bancos gigantes, muito poderosos e deixou sequelas que mesmo com imenso esforço e ajuda dos governos nacionais, demorarão anos, senão décadas, para cicatrizar.

Mas hoje, por incrível que pareça, o cenário otimista está de tal forma estabelecido que dizem que a "tendência" é que o Brasil assuma o posto de quinta maior economia do mundo antes de 2014, superando super-potências como a Grã-Bretanha e a França. No entanto, mesmo dentro do cenário mais favorável possível, considero tal avaliação superficial ou mesmo um tanto tendenciosa. Por que?

Vamos por partes. Primeiramente: petróleo e toda questão da pré-sal. Além do interesse econômico direto, os governantes pretendem também indiretamente tirar proveito "político" (vulgo voto) de uma descoberta desse porte. E, via de regra, conseguem. Não tenha dúvida de que esse será um dos trunfos da campanha da futura candidata à sucessão na presidência da República, atual ministra da casa civil. Mas, se formos colocar um pouco de ordem nas coisas, para que o político mereça o voto de alguém, ele precisa provar (ou
pelo menos prometer) que conseguirá reverter toda essa "riqueza natural" em benefício direto para a toda a população. Em outras palavras, é preciso que exista planejamento adequado e um projeto digno, ético e sobretudo transparente da gestão de todos os recursos envolvidos na administração de algo desse porte. E convenhamos, isso ainda não foi posto em prática. Tudo o que hoje existe é um mero esboço do que pode vir-a-ser, portanto de forma alguma é passível de avaliação política coerente.

Além disso, é preciso lembrar que o petróleo, no que diz respeito ao seu aproveitamento como combustível, tende cada vez mais ao desuso, devido ao fato de se chocar de frente com outra questão primária e não menos urgente, na qual inclusive o Brasil assumiu - já há algum tempo - uma importante liderança internacional, que é a do Meio Ambiente e de Mudanças Climáticas. Contraditório como só o Brasil consegue ser, não é mesmo? É fato: o mundo inteiro busca fontes alternativas de energia e também de matéria-prima ao petróleo e o Brasil corre o risco de ficar estagnado e condenar boa parte dos recursos da área de ciência e tecnologia a ficarem amarrados ao ramo do petróleo.

Assim sendo, a pergunta que deve ser feita é a seguinte: Quão verdadeiramente sustentável será esse súbito desenvolvimento do Brasil? E por "sustentável" não me refiro só ao contexto "ecológico" do termo, mas principalmente ao seu sentido literal. Será esse um caminho seguro para investirmos a maior parte de nossa força produtiva? Não acredito. O petróleo possui a interessante característica de naturalmente servir bem aos interesses capitalistas de concentrar recursos nas mãos de poucos indivíduos. Cai como uma luva. Contudo, já está passando na hora de acordarmos e começar a pensar em pulverizar diferentes matrizes energéticas ao longo do território (sob uma perspectiva diferente, mas igualmente aplicável a experiência do apagão do dia 10 de novembro também corrobora essa ideia). É a tendência no mundo todo, inclusive no Oriente Médio, onde o petróleo impulsionou um desenvolvimento impressionante. Essa estratégia, a priori, pode até parecer inviável, de alto custo e de fato demandaria um investimento bem robusto, mas a longo prazo é consenso entre os especialistas e técnicos da área que seria a opção mais desejável.


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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sem Saída



Cansado. Ele estava muito cansado.

E aquele romântico véu que falsamente encobria
o pouco que há de sagrado nesse mundo,

estava pálido,

e agora desvaneceu-se


e some no além...



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vou mas Volto


"Preciso sair...
Distrair
um pouco.
Ser içado ao mundo..."

Sinto
que ainda faltam alguns
(poucos)
passos!

Abs!

Gabs

terça-feira, 27 de outubro de 2009

picked randomly


A morning in June (by Tómas Guðmundsson)

A dripping silvery mist,
The rain gleefully falls
On busily growing flowers
Barely out of the ground

Rising out of the rain, a city
Gleaming, just out of the bath,
With parks and streets
Under the smirking sun.

And light rays glitter on the flat-calm sea
Like a glowing memory from winters past.
Who could better, I hardly know,
Oh Lord, than you, make a world like this.

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Here are your 10 calendar dates:

Tuesday, 27 December 1983
Saturday, 17 October 1987
Tuesday, 6 June 1989
Wednesday, 6 January 1993
Sunday, 5 November 1995
Monday, 3 August 1998
Tuesday, 13 April 1999
Saturday, 22 April 2000
Thursday, 31 March 2005
Saturday, 17 January 2009

They were picked randomly out of 9,822 possible dates between Tuesday, 7 December 1982 and Tuesday, 27 October 2009.


Qual a história desses dias?
Por que o tempo parece passar tão depressa ou então não chega nunca?

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(...contudo continua a fluir...)




domingo, 25 de outubro de 2009

É nóis na DMBrasil...

É isso aí... Vai lá pra conferir!

http://dmbrasil.net/page/pordentro.asp?cod=421

Aquele abraço para o Rodrigo Simas por essa incrível gentileza!

Não deixe de visitar o site para acompanhar de perto o dia-a-dia da Dave Matthews Band!

"DMB rulez" =D

sábado, 24 de outubro de 2009

The Prophecy?



Dogs (Waters, Gilmour)

You gotta be crazy, you gotta have a real need.
You gotta sleep on your toes, and when you're on the street,
You gotta be able to pick out the easy meat with your eyes closed.
And then moving in silently, down wind and out of sight,
You gotta strike when the moment is right without thinking.

And after a while, you can work on points for style.
Like the club tie, and the firm handshake,
A certain look in the eye and an easy smile.
You have to be trusted by the people that you lie to,
So that when they turn their backs on you,
You'll get the chance to put the knife in.

You gotta keep one eye looking over your shoulder.
You know it's going to get harder, and harder, and harder as you
get older.
And in the end you'll pack up and fly down south,
Hide your head in the sand,
Just another sad old man,
All alone and dying of cancer.

And when you loose control, you'll reap the harvest you have sown.
And as the fear grows, the bad blood slows and turns to stone.
And it's too late to lose the weight you used to need to throw
around.
So have a good drown, as you go down, all alone,
Dragged down by the stone.

I gotta admit that I'm a little bit confused.
Sometimes it seems to me as if I'm just being used.
Gotta stay awake, gotta try and shake off this creeping malaise.
If I don't stand my own ground, how can I find my way out of this
maze?

Deaf, dumb, and blind, you just keep on pretending
That everyone's expendable and no-one has a real friend.
And it seems to you the thing to do would be to isolate the winner
And everything's done under the sun,
And you believe at heart, everyone's a killer.

Who was born in a house full of pain.
Who was trained not to spit in the fan.
Who was told what to do by the man.
Who was broken by trained personnel.
Who was fitted with collar and chain.
Who was given a pat on the back.
Who was breaking away from the pack.
Who was only a stranger at home.
Who was ground down in the end.
Who was found dead on the phone.
Who was dragged down by the stone.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Think for Yourself



Trailer:
http://www.capitalismalovestory.com


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Think For Yourself
(The Beatles)


I've got a word or two
To say about the things that you do
You're telling all those lies
About the good things that we can have
If we close our eyes

Do what you want to do
And go where you're going to
Think for yourself
'Cause I won't be there with you

I left you far behind
The ruins of the life that you have in mind
And though you still can't see
I know your mind's made up
You're gonna cause more misery

Do what you want to do
And go where you're going to
Think for yourself
'Cause I won't be there with you

Although your mind's opaque
Try thinking more if just for your own sake
The future still looks good
And you've got time to rectify
All the things that you should

Do what you want to do
And go where you're going to
Think for yourself
'Cause I won't be there with you

Do what you want to do
And go where you're going to
Think for yourself
'Cause I won't be there with you
Think for yourself
'Cause I won't be there with you

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Com ingressos de R$ 800 a R$ 1.400, Fashion Rocks traz Mariah Carey ao Rio

‘O valor do ingresso é até baixo’, afirma organizador.





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Mas eu continuo cantando:

"...'Cause I won't be there with you"

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Volta dos Deuses Embusteiros

http://www.cpflcultura.com.br/video/integra-volta-dos-deuses-embusteiros-lobao

Hahaha!!!

Vai lá, bicho! Vê isso aí!

Parece não ter mais limites



(Foto: Fernando Simmas)


Francamente... E o Rio preocupado em gastar com Olimpíadas??? Investir bilhões pra promover um espetáculo do esporte de alta performance sendo que a população mal pode sair de casa com receio de tomar um "balaço" de fuzil no meio da testa? E de que adianta mais polícia ou mais armas na rua? Não significaria apenas mais conflitos, mais tiros, mais perigo? Essa "equação" não fecha... (ou, se fecha, é porque visa interesses escusos).

É simples. O bom-senso diz que antes de promover uma "festa" é fundamental a casa esteja em ordem. E para colocar a casa "em ordem" é preciso disposição pra isso. Mas tem gente que pensa diferente. Viva a DEMOcracia!

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Uma saída???

Simples também... Já é um começo!

sábado, 10 de outubro de 2009

" 'Cause we're tripping billies "


Lembro-me exatamente onde estava quando o celular tocou: no supermercado. Estava comprando qualquer coisa, não me lembro o que, na verdade não importa. Aqui em Goiânia, fazer compras no super chega a ser um lazer. Ou melhor, PRECISA ser.

Enfim, quando atendi era um amigo, falando sobre a vinda da Dave Matthews Band ao Brasil. Eu já tinha visto na internet que eles viriam para dois shows: um em Manaus e outro em São Paulo. Ambos seriam shows de festival, e isso - não sei exatamente porque - me desanimou um pouco a fazer a viagem. Não tenho dúvidas de que valeria a pena mesmo assim. Mas eu queria mesmo era ver um show completo e exclusivo da DMB. Isso valeria o risco. Sim, o RISCO. Explico.

Pra quem não sabe, ou não me conhece, estou entre aqueles malucos que largou tudo pra estudar pra concurso público. E hoje, uma escolha desse calibre significa deixar de lado, por algum tempo, muita coisa. Também, obviamente, significa abdicar de quase tudo que requeira algum investimento financeiro mais "pesado". Melhor dizendo, significa que você vai ter que abrir mão daqueles programas que "dependem" de grana pra acontecer. E além disso requer tempo, determinação e, claro, muito estudo. Beleza...

Pois é. Meio atordoado entre as gôndolas do super, não estava entendendo muito bem porque o meu amigo tanto falava da DMB. Depois fui ligando os pontinhos. Ele descobrira que a DMB faria, sim, uma apresentação exclusiva no Rio de Janeiro, no aterro do Flamengo:

- Aterro do Flamengo? - perguntei.
"Será que vai ser um show aberto?" - pensei. Ninguém sabia ainda a resposta para essa pergunta.
- Que dia é o show?
- Dia 30 de setembro. Faltam mais de dois meses - respondeu ele.
- Ué! Cai que dia da semana? O show de SP parece que é num sábado, né?
- Pelo jeito, é na terça mesmo, bicho...
- Terça??? Foda, hein?!.
- Pois é. E ae? Anima? Vamo pro Rio? - arriscou ele.
- Hã? Tá falando sério? Não bicho, sem chance, tô sem grana... Só estudando e tal. Aquelas coisa, tu sabe bem como é!
- Cara, se você quiser ir tem que me falar agora pra gente comprar Ingresso VIP, parece que é na frente do palco. O ingresso normal é muito longe... E a diferença de preço não compensa... Se precisar passa no meu cartão, porque só Itaucard tá passando os VIPs... E é limitado! Vamo lá!
- Caralho... Foda bicho! Valeu demais! Mas preciso resolver lá em casa e com a minha namorada, beleza? Assim que puder te retorno a ligação.

Voltei voando pra casa. Quando liguei pra minha namorada ela também ficou muito animada pra ir ao show. Mas eu, particularmente estava muito cético. Eu nunca tinha ido ao Rio e também não conhecia ninguém que morasse lá para dar um apoio por alguns dias. Além disso, não estava planejando gastar grana em uma viagem desse porte naquela época. Teríamos que alugar um apê, pagar passagem de avião, deslocamento, alimentação e, claro, pra pelo menos uma cerveja na beira da praia... Só fiquei tranquilo porque sei que pra fazer esse planejamento (com baixo orçamento) a minha mulher é craque! Então, deixei tudo na mão dela.

Mas mesmo assim nossas estimativas mais otimistas não conseguiam fechar um orçamento de menos de mil reais pra cada! Estava muito complicado... Mas eu queria muito que desse certo! E precisava tomar a decisão rápido. Perguntei em casa se alguém tinha o tal cartão "especial" pra eu tentar parcelar o meu ingresso e o da minha namorada. Peguei o da minha mãe. Por um motivo qualquer o site não quis aceitar. Liguei pro meu amigo. Falei que não dava o cartão da minha mãe não passou e que estava complicado mesmo.

- Então eu passo aqui no meu cartão e desconta depois no que for pagar das passagens!
- Ué, cara! Por mim, pode ser... Tenta aí, se der certo a gente vai, na doida mesmo! - falei, de forma bem inconsequente.
Uns quinze minutos depois chega uma mensagem no meu celular, mais ou menos assim:

"FEITO!!! DMB aí vamos nós!!! Rio, nos aguarde..."


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Estávamos com os ingressos na mão. Não sem um "porém": os quatro ingressos comprados eram, naturalmente, "meia-entrada" mas a minha namorada NÃO tinha a maldita carteirinha de estudante! E constava no regulamento da empresa que promovia o show que a carteirinha - por si só - não bastava. Era preciso providenciar um comprovante de matrícula e não só isso, mas também de pagamento da mensalidade daquele mês na instituição de ensino.

Na época ela não estava estudando e nenhum dos colégios que entramos em contato topou fazer um esquema "por-fora". Para garantir que tudo desse certo só restou uma saída: ela precisava se matricular em uma universidade. Mas pra fazer a matrícula ela precisava passar no vestibular. Para evitar qualquer transtorno, tomamos mesmo esse caminho "mais longo". Alguns dias depois ela agendou o vestibular (gratuito) em uma universidade particular e foi fazer a prova.

O resultado saía na hora e ela passou nesse vestibular. Fez a matrícula, pagou a primeira mensalidade e aí então fomos fazer a carteirinha, dessa vez sem qualquer intercorrência.

(Ah, importante!!! Menos de uma semana depois, ela alegou "motivos particulares" e desistiu do curso e o dinheiro usado pra pagar a matrícula e a mensalidade foi devolvido INTEGRALMENTE).

Só então começamos a olhar lugar para ficar. Hotel? Pousada? Apê? Fazer um bate-e-volta de mochilão do aeroporto para o show? Precisávamos planejar minimamente a viagem. Mas o ponto mais crítico pra nós seria mesmo aquele: o show cairia numa terça-feira. E todo mundo trabalha na terça. E na quarta seguinte. E, claro, na segunda, que antecede o show. Não coincidia com nenhum feriado, nem folga de ninguém, nem nada.

Éramos dois casais. Tirando eu, que perderia apenas algumas "preciosas" horas de estudo, os três malucos que me acompanhariam possuíam responsabilidades e deveres a cumprir nos seus respectivos empregos naqueles dias. Não dava pra jogar tudo pro alto. E isso foi, de fato, uma parte delicadíssima discutida entre nós quatro enquanto decidíamos os detalhes do nosso destino.

Eu, particulamente, queria aproveitar pra conhecer um pouco o Rio, já que seria a primeira vez na cidade, pelo menos uma volta no calçadão, uma cerveja na Lapa, qualquer coisa diferente eu estava ansioso por fazer. Isso claro, se tudo encaixasse dentro do nosso "limitado" orçamento. Mas se lá já estávamos, não tinha porque não aproveitar um pouquinho. Isso era consenso. Entretanto, pra aproveitar bem é lógico que precisaríamos de tempo, e pra ter esse "tempo" precisávamos ir com certa antecedência e isso naturalmente significava ter que ir alguns dias antes, e isso ia de encontro à intenção do meu amigo. Com razão.

Ele já perderia serviço na terça e na quarta, estava complicado faltar também na segunda. Pra ele, naquele momento seria melhor se fôssemos na segunda depois do expediente. Nesse ponto, a viagem quase desandou. Foi complicadíssimo resolver, mas acabou que ele generosamente cedeu e falou que resolveria com o chefe "gente-fina" dele. Sairíamos mesmo no domingo. Ainda bem.

Mas, enquanto pesquisávamos na Internet sobre os lugares disponíveis com preço legal pra ficar no Rio, recebi um e-mail "bomba" desse meu amigo. Se não me engano, na nossa contagem regressiva, faltavam 41 dias para o show do Rio. A correspondência continha exatamente essas palavras:

" Velho....
caralho....

Acabo de ler que o
Leroi morreu!!!!
Caralho velho, puta que pariu!!!
Olha essa morte rondando tudo!!!

E agora?!?!?!? "


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Isso estourou como uma verdadeira "bomba atômica" dentro da minha cabeça. O grande LeRoi faleceu. Aquilo era triste, triste muito muito triste. Fiquei um tempão paralisado, em estado de choque. Aquele dia não prestou pra mais nada...

Um "caminhão" de coisas passava pela minha cabeça. "Como pode? O LeRoi?". "Como a banda reagiria?". Lembrando que o LeRoi era membro fundador da banda e indispensável para o perfeito funcionamento na "engrenagem" da banda nos palcos. "DMB sem saxofone, é possivel???". "Será que "o outro" saxofonista toparia seguir na banda?". "Qual será o futuro da banda?". E já bem ansioso tentando antecipar demais as coisas, confesso que cheguei questionar: " Caramba... Será que algum dia eles vão conseguir lançar outro disco?".

O LeRoi era um dos músicos que eu mais admirava (e que a cada dia que passa parece que admiro mais e mais). Na época, acompanhava as notícias pela internet e os sites relacionados não atualizavam qualquer informação sobre o show. Um dia li que a DMBrasil faria uma homenagem a ele com balões brancos durante o show. Nesse dia, resolvi fazer também a minha pequena homenagem particular ao Roi. Imprimi uns trinta ou quarenta cartazes com o nome do LeRoi. Aproveitando a ideia, não resisti, e imprimi também um cartaz com os dizeres "CARTER FOR PRESIDENT" e outros com as letras D, M e B bem grandes. No entanto, as informações que saíam pela internet ainda eram poucas e desencontradas. Não havia nem confirmação e nem qualquer suspeita de cancelamento da perna sul-americana da turnê.

Só fui ficando mais otimista conforme os sites foram confirmando as presenças especialíssimas do guitarrista Tim Reynolds, do trompetista Rashawn Ross e do incrível saxofonista Jeff Coffin nos shows pelo Brasil.

Precisávamos agilizar nossos planos. Decidimos alugar um apê em Copa, encostado na Atlântica, aparentemente não ficaria tão distante assim do local do show e seria conveniente para, se o sol contribuísse, pegar pelo menos um dia de praia. Encaixava no orçamento de todos e Copacabana parecia ser muito bem servida de opções para alimentação. Nem precisaria gastar muito com táxi. Nossa idéia era mais ou menos essa mesmo. Ninguém fazia questão de "ir pra balada" ou mesmo "fazer passeios turísticos" no Rio naqueles dias.

Nosso voo saiu de Brasília (bem mais barato do que saindo direto de Goiânia) às 14 horas do dia 28 de setembro do ano de 2008.

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Chegamos no Galeão às 17 horas daquela tarde de domingo de tempo bem fechado, com muita chuva e vento forte. Ligamos para a responsável pelo apê para acertar e pegar as chaves. Entramos em um táxi, pegamos a Linha Vermelha fomos em direção a Copacabana. Acho que o clima daquele momento contribuiu para que eu ficasse ainda mais "assustado" com as dimensões daquela cidade. Como diz uma música do Lenine: " Você já foi até o Rio, nego? Não? Tem que ir, tem que ir."

A cidade é muito grande e também incrivelmente heterogênea. É muito curioso. E a minha primeira impressão não foi lá das mais agradáveis. Tempo nublado, muita chuva, trânsito (mesmo no domingo) intenso... "Cidade maravilhosa? Onde?" - eu pensava, olhando enquanto cruzávamos rapidamente pelos subúrbios e depois os imensos túneis da cidade.

Para chegar ao nosso apê passamos pela Avenida Atlântica. Na praia ventava ainda mais forte. E tudo estava muito deserto. Achava estranho aquilo. Aquele Rio de Janeiro não existia nem de forma remota na minha imaginação. Mas tudo bem, eu estava mesmo um pouco apreensivo. O que me tranquilizava era que pelo menos estávamos num bom apartamento (ou seja, tínhamos onde ficar) e depois , com calma, resolveríamos o que fazer pela cidade. A gente poderia sair e procurar algo pra comer e, se desse, quem sabe tomar uma cerveja num boteco qualquer. Ainda estava cedo.

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O tempo necessário para organizar as coisas no apartamento foi suficiente para que a chuva lá fora desse uma diminuída. Quando saímos rumo à avenida N.S. de Copacabana ainda chovia um pouco e ventava muito. Encontramos um supermercado que tinha uma pizzaria dentro, com pizzas cujos preços estavam bem interessantes. Todos estavam com fome e comemos ali mesmo. Aproveitamos e fizemos as compras para o café da manhã.

Ainda era cedo e resolvemos emendar uma cervejinha em um bar qualquer. Depois que saímos para caminhar percebemos que na verdade já estava anoitecendo porque o calçadão continuava deserto. Sentamos no primeiro bar da Atlântica que encontramos aberto, a mais ou menos duas esquinas do nosso apê.

Tomamos ali alguns chopps mas eu ainda estava um pouco incomodado (isso pra não assumir que estava "perdido"). Não estava entendendo direito como funcionava "aquele" Rio de Janeiro. Ainda assim estava gostando da experiência, aquela "falsa" sensação de liberdade. Não demorou muito pagamos a conta e, na volta para casa - já levemente alcoolizados - passamos num buteco bem "copo-sujo" e cada um tomou uma dose da pior cachaça que já experimentei na vida.

Cheguei no apê doido pra ouvir DMB pra esquentar os motores pro show, mas na correria para o embarque, quem disse que eu lembrei de pegar os CD's pra ouvir nessas horas? Tivemos que nos contentar com os canais de rádio da TV a cabo. Escutamos pop, rock, samba, tango, mambo, salsa, heavy-metal e várias músicas dos anos 80. Ficamos assim até a alta madrugada, bebendo mais e mais e curtindo e dançando até cair.

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Acordamos cedo no outro dia, muito por conta do sol, numa manhã inexplicavelmente linda. Queríamos aproveitar ao máximo aquela "segunda-feira" de praia. O dia estava aberto, aquele céu azul, olhamos o calçadão pela janela e já apresentava algum movimento. Rebatemos a ressaca com um bom café da manhã e fomos caminhar no "famoso" calçadão.

Aí sim pude entender um pouco do que "É" o Rio de Janeiro. Ou pelo menos de uma pequena parte dele. Em plena segunda-feira, galera indo trabalhar, passando pela praia, um trânsito maluco em meio àquela paisagem exuberante. Fomos caminhando até o Leblon e eu fui conhecendo e reconhecendo o porquê de algumas paisagens serem, com total justiça, dignas de cartões postais.

Quando já fazíamos a caminhada de volta para Copacabana a minha namorada me diz que está com o Mp4 dela na bolsa. Era a melhor notícia que eu poderia receber naquele momento. Pedi, e ela me deixou estender a caminhada por mais alguns metros escutando algumas músicas. Coloquei os fones e "play" no modo randômico. Caiu na música "One Sweet World" (do Piedmont Park, minha versão favorita).

Passei em frente ao Copacabana Palace e de longe deu pra ver uma agitação enorme, mas mesmo assim continuei "marchando". Naquele momento aquela paisagem me bastava. Aquela música me bastava.

Pronto! Eu estava "espiritualmente" preparado para o show do dia seguinte.

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A terça-feira foi um pouco mais "light" até porque todo mundo precisava "economizar energia" para a tão esperada hora. E o dia estava mais nublado também. Fizemos uma caminhada leve e tomamos uma água-de-coco bem gelada debaixo de um coqueiro, com pé na areia. Almoçamos por ali mesmo e fomos para casa descansar e nos preparar para o show.

Antes de partir rumo ao local do espetáculo, fizemos uma sessão de fotos bem legal com os cartazes que levamos e, então, embarcamos no táxi rumo ao Vivo Rio. Não chegamos ali muito cedo, visto que a fila para entrar já fazia algumas curvas. Ingressos e carteirinhas na mão, entramos sem qualquer complicação.

Na entrada, uma loucura para comprar as camisetas oficiais da Turnê Sul-Americana. Eu queria muito muito uma, mas se eu comprasse ficaria sem dinheiro pra voltar de táxi ou então pra almoçar no dia seguinte. "Não estava ali pela camiseta mas pela banda, pelo show que estava para acontecer" - pensei sozinho. E aquilo de fato não me afetou porque eu estava muito ansioso para ver a entrada da banda.
Antes da DMB pisar no palco distribuímos alguns dos cartazes com o nome do LeRoi para a galera que estava por ali.

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Às 21 horas e 35 minutos do dia 30 de setembro de 2008 a Dave Matthews Band entra no palco. Logo de cara, na "intro" de Bartender eu levantei o meu pequeno cartaz do Carter e - para a minha surpresa e dos meus amigos - ELE VIU o cartaz e acenou pra mim. Foi um instante muito especial do show pra mim, com menos de dois minutos de banda no palco...

E eles seguiram tocando aquele setlist fantástico que todos os fãs que lá estavam hoje devem saber de cor... Em Stay or Leave (que Dave dedicou a LeRoi) outro momento marcante pra mim. Todo mundo que estava com o cartaz do Roi levantou os braços e ajudou a realizar a minha "idealizada" homenagem ao nosso grande saxofonista. Confesso que quase chorei nessa hora.

O show ia rolando e eu estava em êxtase. E #41 foi mesmo o clímax da noite. Os balões brancos dançando ao som da daquela incrível jam de "Sojourn of Arjuna" que só a DMB é capaz de fazer.Depois, com direito a um tease de "Garota de Ipanema" no sax. As palavras nunca obterão sucesso para descrever algo como o que acontecia naquele momento. Milagre? Mágica? Talvez...

No intervalo do bis eu já estava exausto, mas ainda queria ouvir diversas músicas. Mas eu não aceitaria ir embora sem ouvir "Two Step". Aí então eles voltaram, tocaram "Burning Down the House" com uma enorme vontade e um gás inexplicável e fecharam com uma das melhores versões de Two Step que já ouvi na vida.

Quando acabou eu estava quase vesgo de tão cansado. Mas gritei, gritei e aplaudi muito aquela banda. Daí eu levantei o cartaz do Carter muito alto para que ele visse e desse outro "tchazinho" pra mim.
Ele viu. Deu o tchauzinho. E JOGOU UMA BAQUETA pra mim. Mas eu tava segurando a porra do cartaz e não consegui pegar a baqueta.

E o mundo inteiro desabou na minha cabeça nessa hora. Eu não acreditei e pensava: "Não é possível, que falta de sorte... Foi por pouco, muito pouco... POR QUE EU NÃO JOGUEI A PORCARIA DO CARTAZ PRA LONGE???". Eu gostaria muito de ter aquela baqueta.

Isso durou apenas alguns segundos. Logo em seguida, percebi que algumas pessoas à minha volta (que não os meus amigos) reconheceram que ele tinha jogado a baqueta pra mim. E, não sei bem porque, começaram a se manifestar dizendo: "O cara jogou a baqueta pra ele...". "É eu vi, foi pra ele, o menino que tá segurando o cartaz...". Foi então, com um sentimento de vertigem, que virei pra trás e vi uma garota segurando uma baqueta e dizendo mais ou menos assim:

- Quem é o rapaz?
- Sou eu. - respondi totalmente sem jeito, mostrando o cartaz todo detonado pra moça.
- Toma. É sua.
- ??? [...] !!!
- Só deixa eu tirar uma foto com a baqueta? - foi a "exigência" que ela fez.

Eu quase ajoelhei agradecendo o gesto daquela moça. Não dava pra acreditar. Sou fã do Carter há tanto tempo e nem nos meus maiores sonhos eu poderia imaginar que no meu primeiro show da DMB, saindo de Goiânia no maior aperto, chegando numa cidade enorme como o Rio eu conseguiria sair com uma recordação tão importante daquela noite fantástica.

Depois eu fui "recobrando" a consciência, e vi a camiseta e o crachá da DMBrasil da garota. Acho que nunca serei capaz de demonstrar a enorme gratidão que tenho por sua generosidade e sensibilidade.

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Na saída do Vivo Rio eu queria mesmo ir direto para casa. Eu não sentia fome, nem sede, não sentia mais nem o cansaço, de tão exausto e feliz que estava ao mesmo tempo. Naquele instante se passava um turbilhão de emoções na minha mente. Na verdade, só queria guardar aquela baqueta em um lugar seguro, admirá-la um pouco, e ficar lembrando de cada momento daquela noite especial.

Mas a verdade é que todos estavam com muita fome e caímos pra uma pizzaria na Lapa. Comemos duas pizzas enormes, deliciosas e fomos pra casa, felizes e satisfeitos, sabendo que teríamos uma longa história pra contar... Uma história que poderia não ser contada e que provavelmente cairia no esquecimento num futuro não muito distante... Ou então, uma história que, se fosse contada, teria um lema muito parecido com o que diz a música "Tripping Billies". Isso mesmo, a dos
"Caipiras Viajantes":

"Eat, drink and be merry, for tomorrow we die..."

Ou melhor, traduzindo para o nosso bom português:

"Coma, beba e seja feliz, pois amanhã morreremos..."


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

" E vai rolar a festa, vai rolar... "

Tô falando... O governo já começa a pôr as manguinhas de fora!




Planalto fará ofensiva para afrouxar Lei de Licitações semana que vem

Na tentativa de evitar que a fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) continue a paralisar obras e para imprimir maior agilidade ao processo burocrático das licitações, o governo decidiu investir em duas frentes, enquanto aguarda o desejado acordo com os setores empresariais, jurídicos e políticos, que poderá dar rapidez aos projetos do pré-sal, da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Continue a ler esse "estrume" aqui ó.

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Ah tá!!! A culpa é toda do TCU. Simples assim! Sobre as obras ultramegasuperfaturadas e ainda por cima mal aproveitadas do PAN 2007 e do famigerado PAC ninguém se pronuncia! É só tirar o TCU da jogada! Que manobra política mais nojenta... Haja paciência com essa corja política, haja paciência... Parece que o mais adequado mesmo é ser alienado nesse país, (ou então, como eles querem seja de fato) a saída é ser ignorante. Só pode! Palhaços!!!

O Messias do Terceiro Milênio


 Prometeu? 
Agora aguenta, negão!!!

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Que que eu acho disso?

Tenho uma opinião parecida com a do diretor do Centro Norueguês de Direitos Humanos, Nils Butenschon:

Nils Butenschon, director of the Norwegian Center for Human Rights at the University of Oslo and a well-known human rights champion in Norway, said the committee has risked the authority of the peace prize by awarding it to Mr. Obama before he has accomplished much of substance.

“It seems premature to me,” Mr. Butenschon said. “I think the committee should be very careful with the integrity of the prize, and in this case I don’t think we are in a position to really evaluate the full impact of what this candidate has achieved. Sometimes of course the prize is awarded to people who are in the process of making history, so to speak, but in this case I think it is too early to know that.”

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Trocando em miúdos, num linguajar mais chulo...

Se o Obama fizer qualquer merda daqui pra frente (e convenhamos, no meio político merdas invariavelmente acontecem) até a credibilidade que resta ao Nobel da Paz VAI pro pau...

(Imagem: nobelprize.org)

sábado, 3 de outubro de 2009

tipos de gentes



Disse "Lullalá": ‘É o tipo de gente que levanta de manhã, vê o sapato velho e diz que não vai caber no pé’

Digo eu: Brasil, o país de um "cara" só! (Ou melhor, o país do paradoxo!)

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Perae,

vou ali trocar só o sapato e já volto...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

We can do anything...



You & Me

Want to pack your bags
Something small
Take what you need
And we'll disappear
Without a trace
We'll be gone gone
Moon and the stars
Will follow the car
Then when we get
To the ocean
Gonna take a boat
To the end of the world
All the way
To the end of the world
Oh and when the kids
Are old enough we're
Gonna teach them to fly

You and me together
We can do anything baby
You and me together
Yes yes
The two of us together
We can do anything baby
You and me together yes yes

You and I we're not tied
To the ground
Not falling but rising
Like rolling around
Eyes closed above the
Rooftops eyes closed
We're gonna
Spin through
The stars

Our arms wide as the
Sky we're gonna ride
The blue all the way
To the end of the world
All the way to the
End of the world
Oh and when the kids
Are old enough we're
Gonna teach them to fly

You and me together
We can do anything
Baby you and me
Together yes yes
The two of us together
We can do anything baby
You and me together
Yes yes

We can always look back
At what we did
Always the memory of
You and me baby
But right now it's you
And me forever girl
You know we can do
Better than anything that
We did you know that you
And me we can do anything

You and me together
We can do anything baby
You and me together
Yes yes
The two of us together....

Rio 2016



Agora preparem os ouvidos serão, no mínimo, mais sete anos tendo que aguentar aquele coro chocho de: "eeeeu sou brasileeeeeeeeeeeeeiro com muito orguuuuuuuuuuuuuuulho com muito amooorrrrrrrrrrrrr...."


Com licença,

vou ali vomitar e já volto!

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Será que dá pra confiar nessas pessoas envolvidas na gestão trilionária que envolve a preparação para uma Olimpíada?

"No creo, amigo, no creo..."




terça-feira, 29 de setembro de 2009

ameliorate


Fragmentos de um momento de pura hiperatividade mental

Você pensa sobre a sua origem?
O que você foi criado para ser?
Você quer ser quem você foi concebido pra ser?
Ou então, evitando qualquer contradição...
Você quer ser quem VOCÊ quer ser?
Você é, de fato, quem você aparenta ser?
Você se preocupa em encobrir brechas
Ou em disfarçar algumas coisas?
Isso pra que você não seja,
ou para que não vejam,
quem, de verdade, você é?
Qual a sua história?
Qual o peso da sua história na sua vida?
E, consciente disso tudo, finalmente...
Qual o seu destino?
Onde você QUER chegar?

domingo, 27 de setembro de 2009

Um Sábado Qualquer

Acordaram às 10. O dia amanhecera muito quente. E isso parecia que só agravava a ressaca e o cansaço. Decidindo o que iriam fazer naquele dia, estavam entre o descansar e o curtir à toa. Saíram juntos a pé pra comprar algo pra comer no almoço. Péssima decisão. O asfalto parecia derreter até o seu delicado pé 43. O sol que batia na molêra não dava trégua. A cerveja que compraram para tentar aliviar um pouco do calor, saiu quente do freezer e conseqüentemente não surtiu muito efeito para amenizar a situação. Aquele dia parecia condenado a ser vivido dentro daquele apartamento abafado, com o tempo sendo inconscientemente "apressado" com um filme ou programa qualquer na tevê. Olhou no celular: 1 chamada não atendida. "Animam dar uma chegada no clube?". Diante desse quadro crítico desceram correndo no shops para providenciar alguns trajes de banho. Voltaram para casa para filar uma bóia que estava no capricho. Pegaram uma boa estrada, ouvindo boa música até chegar ao clube. Lá chegando, a cerveja gelada já estava servida esperando na beira da piscina. Além dos que lá já estavam, tiveram o prazer e a felicidade de conhecer duas novas pessoas que simplesmente se encaixavam de forma perfeita àquela ocasião. E o papo rolou na piscina até o sol majestosamente se pôr no horizonte. Depois, pra saciar a fome de todos, pizza de metro. Mais precisamente um metro e dez centímetros, medido de forma precisa com uma trena pra lá de invocada. Despediram-se. Voltaram tranquilos e relaxados para a casa, sabendo que puderam desfrutar do enorme privilégio de aproveitar o "solzinho gostoso" daquele dia.

domingo, 13 de setembro de 2009

No Limits

(GOD SAVE THE INTERNET!)


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Nav Ft N-Dubz - Sex (XXX)

I don't mean to be pushy pushy
I'm just in it for the pussy pussy
Who wants to come get a pie of the piece
Got time for everyone I aint on no leash
Be single and mingle around
Seen one to many get tied down
That shit right there is pricey
I aint got no wifey
I don't mean to be pushy pushy
I'm just in it for the pussy pussy
Who wants to come get a pie of the piece
Got time for everyone I aint on no leash
Be single and mingle around
Seen one to many get tied down

Do you ever get horny reading a text?
Ever had sex over the internet?
Webcam and shit wet up your tushy
Cut the story straight play with your pussy.
All lovers, put the plug in the socket
Like bobby and suzie
Wet up the place like a hot jacuzi
I might come across sweet really I'm a rudie.
Ever since I started puberty
I was looking in magazines just to see the nudity.
Truthfully, I don't care who you be
I'm fine if you take a chicks virginity
looking at your phone becomes a misery
Coz she calls you up more times than infinite
Bitch let me be I don't need no stress
I'd rather have a pint and a lil bit sex
Who you think I am I aint buying you a dress
Thats candyfloss and I aint here to impress

Sex no text
Root it then boot it
Shag that back
Fuck all the kissing and cuddling
Why don't you grab my balls
And try juggling.

Josh slept with bianca
Little did she no he was wanker
Coz he was a bi-sexual prick
He love slits aswell as dickz
He fucked bianca as hard as rick
Never thinking of takin a trip to the clinic
Now there all in it
They might have AIDS
I cant have babes
At the end of the day
Josh shouldve put on his hood before the rave
You know what I'm sayin
Anyway remeber me hey you know how I like it darling

Sex no text
Root it then boot it
Shag that back
Fuck all the kissing and cuddling
Why dont you put my nob in your mouth and try swalowing

Sex is a crazy thing
Especially when you do it with someone that you don't know
Theres nothing wrong with a one night stand just watch your possesion if shes a hoho
if you only knew what some females have put me through
Last week I chirpsed by some beast
Licking her lips like Im some feast
I was drunk my eyes were red
I'm kinda known so I wanted some head
Somehow we ended up in a bed
Little did I no she dreads on her legs and a wig on her head
I aint gonna lie I was scared
Big fat mama came all prepared bout which colour condom would I like?
Get the fuck of me here comes my wife!!

I don't mean to be pushy pushy
I'm just in it for the pussy pussy
Who wants to come get a pie of the piece
Got time for everyone I aint on no leash
Be single and mingle around
Seen one to many get tied down
That shit right there is pricey
I aint got no wifey
I don't mean to be pushy pushy
I'm just in it for the pussy pussy
Who wants to come get a pie of the piece
Got time for everyone I aint on no leash
Be single and mingle around
Seen one to many get tied down


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And I just don't know what to think...

Late Edit: sorry but... WTF?

Santa Ironia!!!



Wondering when are you going to die?


Are you brave enough to find out the date of your death? Wish to find out how much time you have left? It will give you the chance to better plan everything you wish to do with the time left. Besides that, not only does this test gives you the opportunity to define the date of death, but serves as kind of a stimuli as well, which helps people to make the right conclusions in life and improve it.The time might not be on your side. Don't waste it, take the test now!


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In "Brazil"...


...ad infinitum???

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

ad infinitum


...volto logo...
(assim espero, né?)

domingo, 30 de agosto de 2009

Eis amigo...


" [...] Estivemos uma vez na vida tão próximos um do outro na vida que nada mais parecia entravar a nossa amizade e fraternidade, e havia entre nós somente uma estreita passarela a transpor. Exatamente no momento em que tu ias pisá-la, perguntei-te: "Queres passá-la para vir até mim?". Mas nessa altura não quiseste; e, quando voltei a fazer o meu pedido, calaste-te. Desde então lançaram-se entre nós montes e torrentes, tudo o que separa e torna estranho um ao outro, de tal maneira que não poderíamos voltar a nos juntar mesmo que o quiséssemos! [...] "

F. Nietzsche - "A Gaia Ciência"

Mais Sensacional Ainda...



The new short film by Blu: an ambiguous animation painted on public walls.
Made in Buenos Aires and in Baden (fantoche)

www.blublu.org

sábado, 29 de agosto de 2009

Sensacional!!!!

O PRATO

O frango total-flex brinca na magia do frango, do galeto, da rolinha, do pombo, da codorna, do garnizé, qualquer parte, valendo mais peito e sobre-coxa, mas valendo até pescoço se só tiver sobrado pescoço. Ou outro bicho, outra carne.

Porque comida boa é a comida que tem. E você sabe e ninguém precisa ficar te falando isso, porque é assim. E frango quando tem é festa. E nessa festa é que vem a flexibilidade maravilhosa do molho Total Flex.

Total flex é o molho, é ele que vai transitar sinuoso pelos tecidos do frango, buscando o equilíbrio intrigante entre o molho inglês, o catchup, a mostarda, o vinho e outros pacotinhos e detalhes saborosos.

Versátil, o Frango Total Flex, servem bem como café da manhã reforçado, como também serve como almoço coerente, é sóuma questão de ponto de vista quando se está tratando de Frango Total Flex.

Surpreenda-se com o gingado gostoso, cremoso e malemolente do molho Total Flex e surpreenda-se de novo!

(MAIS? Aqui ó...)






sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O.V.O



O que você está esperando para romper essa casca?


"a vida é lida
ou vira
casca de ferida"

Jandira Mingarelli (Caixa de Hai Kai)


Um Mundo Doce





Nine planets round the sun
Only one does the sun embrace
Upon this watered one
So much we take for granted

So let us sleep outside tonight
Lay down in our mother's arms
For here we can rest safely

If green should slip to grey
But our hearts still
Bloody be
And if mountains crumble away
And the river dry
Would it stop the stepping feet?

Take all that we can get
When it's done
Nobody left to bury here
Nobody left to dig the holes
And here we can rest safely

One sweet world
Around a star is spinning
One sweet world
And in her breath I'm swimming
And here we will rest in peace

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Nove planetas em volta do sol
Somente é abraçado por ele
E neste planeta água
A tantas coisas não damos valor

Então vamos dormir ao ar livre esta noite
Deitar nos braços da mãe
Pois aqui podemos descansar seguros

Se o verde se transformasse em cinza
Mas nossos corações continuassem
Repletos de sangue
E se montanhas se desmanchassem
E o rio secasse
Isso pararia os pés destruidores?

Peguemos tudo que conseguirmos
Quando tiver acabado
Ninguém mais para enterrar aqui
Ninguém mais para cavar os buracos
E aqui podemos descansar em paz

Um mundo doce
Girando ao redor de uma estrela
Um mundo doce
E na respiração dela estou nadando
E aqui descansaremos em paz

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

1 Ano sem LeRoi Moore



Forever dancing
with the GrooGrux King




terça-feira, 18 de agosto de 2009

Como o Mundo funciona


"O que as pessoas esperam que aconteça,
é frequentemente diferente do que acontece de fato.
Daí sobrevém o descontentamento.
É assim que o mundo funciona."

(Foto: G1.com R.M. / Texto: Buddhanet)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Maluquices e Macaquices


- Ah, Darwin... Obrigado, muito obrigado!
- Que que tem esse tal de Darwin?
- É graças a ele que conseguimos nos compreender... Entender nossas origens! E pensando bem... Como é estranho esse processo, não é mesmo?
- Ãn?? Como assim?
- Pense bem... A capacidade de cada um compreender a sua própria história, a sua vida, e até "pré-determinar" o seu futuro, está condicionada a alguma teoria específica... Que surgiu na cabeça de um outro alguém!
- Não estou entendendo bulhufas...
- E, como se não bastasse, tudo isso me fez crer que o ser humano pode ser nada mais, nada menos, do que uma comunidade de símios antropomorfos pseudo-organizados socialmente fingindo compreender o que realmente está a fazer por aqui...
- Ê... Eu, hein? Papo estranho...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Trapped Inside

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

E a pergunta que não quer calar...


Você já está paranóico?

O Rock perde um ícone



Morre Les Paul, pioneiro da guitarra



De cabeceira - II - Humano, demasiado humano


Um livro para "espíritos livres". O subtítulo não poderia ser mais adequado. Nessa obra, Nietzsche expõe a sua visão sobre a moral, sobre a religião, sobre a música e os músicos, além de falar sobre o estado da arte de uma forma geral, sobre religião e os laços familiares, sua visão sarcástica sobre o sexo feminino e as crianças, sobre a amizade e finaliza tratando da solidão. No final, a "cereja do bolo": um epílogo. Uma linda poesia cujo título é "Entre amigos".

Aqui mesmo no blog, há algum tempo, cheguei a postar alguns de seus aforismos. Dos poucos livros do Nietzsche que tive contato esse foi aquele com o qual mais tive identificação. Nunca pretendi ser especialista em filosofia alemã ou nietzscheana, mas não há como não ficar chocado quando se consegue pela primeira vez compreender e internalizar a essência do raciocínio do filósofo alemão, sobretudo o que está contido nesse livro.

Na verdade, fazendo um rápido "flash-back", a minha porta de entrada para Nietzsche foi com aquele livro "Quando Nietzsche Chorou" de Irvin Yalom. Outro belo livro por sinal, merece tranquilamente um post exclusivo. Daí passei por "Assim falava Zaratustra" e só então conheci o "Humano, demasiado humano". E desde então, e olha que isso já faz alguns anos, esse livro não sai da minha cabeceira.

Esse é um livro especial e diferente. A peculiar acidez do texto do filósofo alemão pode até se transformar em um perigoso instrumento para "maquiar" consideravelmente o senso crítico de uma pessoa. Por isso é preciso ter bastante cautela na leitura, afinal são épocas diferentes em sociedades absurdamente discrepantes, no nível social, cultural e até intelectual. Para entender o que pretendo dizer com isso basta procurar no texto qual a verdadeira visão desse autor sobre a "ironia" ou sobre os "elogios", por exemplo.

Enfim, restam-me poucas dúvidas de que após concluir a leitura desse livro você será uma pessoa diferente. Demasiadamente humana? Só depois de percorrer com paciência os 638 aforismos dessa obra será possível responder a essa questão.


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De lambuja, uma breve coletânea de posts mais antigos do blog, com trechos de alguns aforismos que compõem essa bela obra de Nietzsche:















quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tarkovsky - Offret


Andrei Tarkovsky
O Sacrificio (1986)

"Words, words, words..."

Uma das mais belas fotografias já realizadas no cinema. Uma sublime
produção de despedida do diretor russo - falecido apenas alguns dias depois de realizar a pós-produção - e que através de toda essa beleza cênica, retrata sua visão sobre o tempo, a esperança, a angústia, o medo e pavor absolutos, a espiritualidade e religiosidade e o grau de impotência do ser humano diante de um futuro sombrio; um iminente holocausto nuclear. Trata-se de um filme diferente, propositalmente lento, carregado, mas que justamente por ser dessa forma, destaca com minúcias os principais aspectos do comportamento humano perante situações críticas. Para isso são utilizados vários longos "takes" sem cortes. O enredo é caótico, mas coerente. E para completar, um final surpreendente. Enfim, todos os atributos que uma película desse calibre precisa para receber, com louvor, o título de "obra-prima".

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Há 525 dias...



Maninhos

Ótimas vibrações e manifestações sublimes a vocês !

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Alternuâncias


Oscilações previsíveis
Em meio ao caos
Propricepção zero
Inflexibilidade
absoluta
posta à prova

Entropia dilatada
Lufada de ar quente
que não afaga
Água que não refresca
E o sono,
que não reintegra

Preso?
Você está
longe...
Livre?
Da posse!

Das obrigações?
Nunca se distanciará
Para deixar seu rastro
um preço é pago...

Aqui estou
Aqui me desintegro
Assim me reciclo
E sigo adiante
sem saber ao certo
como
isso
vai

Acabar.

domingo, 9 de agosto de 2009

Na telona - I - A Era do Gelo 3


Taí um filme que me surpreendeu muito. É até natural para um "adulto" ir para o cinema sem expectativa alguma para um filme como esse, que a princípio, seria voltado para o público infantil. Mas essa idéia não se aplica a esse filme.

Não tenho receio nenhum de falar que trata-se de um dos melhores filmes lançados nesse ano. O enredo é extremamente coerente, o filme é muito bem desenhado com tudo, claro, voltado para o espetáculo em 3D, que como seria de se esperar, é excepcional. Sim, é estranho usar aquele "óclão" grande na cara, mas no fim tudo isso compensa.

Bom, de antemão um alerta: se você pensa em levar seu filho pequeno, ou um sobrinho, ou uma criança qualquer para ver esse filme, já deixo avisado que você correrá um enorme risco de não agradá-lo nessa "programação". Ué, mas não estou sendo incoerente? Pois é.

Acontece que esse filme, fora o fato dele ter como personagens os bichinhos carismáticos e ser em 3D, não é voltado para o público infantil. Falo isso sem medo algum de estar enganado. É bem possível que você se divirta mais no cinema do que a própria criança que, probrezinha, vai ficar "boiando" em noventa por cento das excelentes piadas do filme. Aliás, percebi muita "gente grande" também boiando nas melhores tiradas do filme. Mas fazer o quê? Cada um acha graça de uma coisa... Explicar a piada o tempo todo é que não dá, né?

Então, não perca essa chance! Trata-se de um filme altamente recomendável! Diversão garantida! O 3D é um efeito fantástico, compensa, dá mesmo outra cara para o filme, portanto corra para a sala de cinema, não fique esperando sair o vídeo na locadora não! Vá, sem medo de ser feliz.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

1001 Discos - 0020

Sonic Youth
Dirty (1992)

Pra quem tem fome de rock

Interessante como funciona o nosso "apetite musical". Há um tempo atrás eu não conseguiria parar para escutar um disco como esse com paciência, do início ao fim. Hoje isso já me dá um prazer enorme. Com esse disco do Sonic Youth não foi diferente. Ele já estava na lista, parado a um tempão esperando para ser ouvido. Quando resolvi escutá-lo eu percebi quanta coisa há para ser falada a respeito dele, dessa banda e de todo o movimento que essa banda impulsionou em algumas "facções" do rock.

A Sonic Youth é muito conhecida por ser uma banda de noise rock e eles parecem fazer questão de defender esse título com toda a força e veemência. As guitarras quase sempre estão com distorção no máximo, assim como o baixo é também bastante distorcido e da bateria se houve principalmente o chiado dos pratos, mais do que os outros elementos percussivos.

No entanto, ao contrário do que pode parecer, essas peculiaridades não fazem desse disco uma obra ruim, muito pelo contrário. É isso que dá identidade para essa banda e é por isso que ela é tão imitada pelas bandas indie e principalmente as de post-rock (Explosions in the Sky, Mogwai, Godspeed, etc).

Os destaques ficam por conta de "Theresa's Sound World" e "Drunken Butterfly" duas músicas que ficaram muito bem dosadas tanto na dinâmica quanto na parte dos arranjos. Destaco também os timbres dos instrumentos, principalmente da bateria, que tem um som muito cru, orgânico, o que dá uma intensa vitalidade ao som final.


Dirty
Studio album by Sonic Youth
Released July 21, 1992
Recorded 1992
Genre Alternative rock
Length 58:45
Label DGC
Producer Butch Vig, Sonic Youth

All songs written by Sonic Youth, except "Nic Fit", written by Untouchables.


1. "100%" (lyrics Gordon/vocals Moore) – 2:28

2. "Swimsuit Issue" (lyrics/vocals Gordon) – 2:57

3. "Theresa's Sound-World" (lyrics/vocals Moore) – 5:27

4. "Drunken Butterfly" (lyrics/vocals Gordon) – 3:03

5. "Shoot" (lyrics/vocals Gordon) – 5:16

6. "Wish Fulfillment" (lyrics/vocals Ranaldo) – 3:24

7. "Sugar Kane" (lyrics/vocals Moore) – 5:56

8. "Orange Rolls, Angel's Spit" (lyrics/vocals Gordon) – 4:17

9. "Youth Against Fascism" (lyrics/vocals Moore) – 3:36

10. "Nic Fit" (Untouchables) (vocals Moore) – 0:59

11. "On the Strip" (lyrics/vocals Gordon) – 5:41

12. "Chapel Hill" (lyrics/vocals Moore) – 4:46

13. "Stalker" (lyrics/vocals Moore) – 3:01

* US vinyl bonus track and Japan CD bonus track

14. "JC" (lyrics/vocals Gordon) – 4:01

15. "Purr" (lyrics/vocals Moore) – 4:21

16. "Créme Brûlèe" (lyrics/vocals Gordon) – 2:33


Professional reviews


* Allmusic 4/5 stars
* Allmusic (Deluxe Edition) 4.5/5 stars
* Blender 4/5 stars
* Rolling Stone 4/5 stars 1/31/97
* Pitchfork Media (8.6/10) 15 May 2003

1001 Discos - Retrospectiva


Amigos, voltarei a fazer uma cobertura dos 1001 Discos, mas agora com algumas modificações. Essa adaptação foi necessária para adequar o propósito do projeto a uma maneira que fosse possível de ser realizada por apenas uma pessoa. Creio que nem é necessário ficar aqui apontando o que será diferente daqui pra frente, acredito que isso vocês irão notar naturalmente no decorrer dos futuros posts.
A partir de agora os arquivos com os mp3 ficarão disponíveis em um servidor (inclusive retroativo, incluindo os dos discos já comentados aqui no blog) mas o arquivo lá permanecerá por um tempo limitado. (Atenção: os links estarão vinculados às figuras das capas dos discos). Qualquer reclamação com relação aos direitos de propriedade pode ser encaminhada ao proprietário do blog e o link será imediatamente retirado. Por isso, fique ligado! Não dá pra garantir por quanto tempo será possível manter esse intercâmbio com vocês, então o melhor a fazer é tirar o máximo proveito disso! Vamos discutir música, criticar o álbum ou o artista, recomendar um som para alguém...

Aí vai então, uma lista dos discos já comentados (com link direto para o comentário):

0019 - Michael Jackson - Thriller

0018 - Sepultura - Roots

0017 - The Disposable Heroes of Hiphoprisy - Hypocrisy Is the Greatest Luxury

0016 - Jane's Addiction - Nothing's Shocking

0015 - AC/DC - Highway to Hell

0014 - Talking Heads - Remain in Light

0013 - Butthole Suffers - Locust Abortion Technician

0012 - Sonic Youth - Daydream Nation

0011 - Os Mutantes - Os Mutantes

0010 - Björk - Medulla

0009 - Donavan - Sunshine Superman

0008 - Dinosaur Jr - You're Living All Over Me

0007 - Miles Davis - Bitches Brew

0006 - Steely Dan - Can't Buy A Thrill

0005 - The Pharcyde - Bizarre Ride II the Pharcyde

0004 - Aerosmith - Pump

0003 - Dr. Dre - The Chronic

0002 - Joe Ely - Honky Tonk Masquerade

0001 - Sonic Youth - Goo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

De cabeceira - I - Livro do Desassossego


Livro do Desassossego
(Fernando Pessoa)


O que é um livro? Não, não quero saber o que está no dicionário nem na enciclopédia não. O que é, PRA VOCÊ, um livro? Pra mim, pensando brevemente, um livro é aquele companheiro que nunca vai faltar com você. Aquele amigo de verdade que mesmo quando tudo estiver complicado ele vai estar ali com total disponibilidade pra você. Um livro não depende diretamente de energia elétrica para ser desfrutado. Para entender o que estou falando sugiro uma breve experiência: pegue um bom livro, coloque debaixo do braço e saia para lê-lo na tranqüilidade de um parque. Sim, eu sei, é complicado, a vida moderna é uma constante correria, não há espaço nem mesmo para um "pobre" livro. Tudo bem. Que tal, então, aquela idéia de "menos TV e mais leitura"?

Ninguém fica ligado na tomada 24 horas por dia. Tire um tempo do seu dia - quinze minutos ou meia hora - e leia. Ah! Leia UM LIVRO! Escolha um bom livro e se concentre para entrar e conseguir captar o "espírito" do escritor. Não é tão difícil assim, vai...

Hoje existe livro pra tudo nessa vida. Livro que te ensina a caminhar, que te ensina a estudar, que te ensina a criar um bebê, que te ensina a ter um relacionamento ou a desmanchá-lo, que te ensina a fazer o sexo mais animalesco ou então a ser um total asceta, enfim... Só não aprende algo quem tem preguiça ou total desinteresse sobre tal assunto. Até aí nenhuma novidade.

Quando tomei contato pela primeira vez com o Livro do Desassossego a minha reação não foi simplesmente de um imediato interesse. Antes disso, foi de uma total identificação com a forma que ele é escrito. Até porque eu sempre gostei de Fernando Pessoa, mas confesso que tenho certa dificuldade em absorver algumas de suas poesias. Esse livro é em prosa e a identificação, portanto, aparece desde a estrutura do texto. Já até comentei isso com algumas pessoas, se hoje eu pudesse escolher um livro que eu gostaria de ter escrito, sem sombra de dúvidas seria esse. Esse livro sou eu, destrinchado por Fernando Pessoa e seu heterônimo Bernardo Soares.

Praticamente tudo que está ali está exposto de forma tão bela e simples que é difícil não se encantar e se identificar. A redação em português de Portugal é singela, viva e tem uma sonoridade tão natural e harmônica que certos trechos merecem ser lidos em voz alta apenas para que possamos perceber as diferentes nuâncias do nosso idioma moderno atual para aquele do início do século passado.

A forma como o personagem enxerga a vida, o tédio, a solidão, a natureza, as relações entre as pessoas é bem distinta da que estamos acostumados a ver mundo afora. Nos filmes geralmente há uma preocupação com o "happy end". Assim como na maioria dos livros "best-sellers" e não há nada de errado nisso. No entanto, existe uma alternativa pra isso tudo, sobretudo pra quem não enxerga a vida de uma forma tão romantizada como em uma "novela" ou como num filme "hollywoodiano". As pessoas não são obrigadas a serem "felizes". É questão de escolha.

Pois é. O guardador de livros Bernardo Soares escolheu viver assim. Sozinho. Solitário. Infeliz? Procure o livro. Leia. E tire as suas conclusões.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Tá maluco???

É, mermão...

Pra ajudar um pouco,
o ventilador aqui estragou!
Tá quente pra burro nessa porra,
e ainda tá barulhento pra caralho,
(Sim, acredite
Existe coisa muito pior
do que as tais "vuvuzela" da áfrica)
Chama-se "lavajato"
Parece a coisa mais besta do mundo
mas vai faze barulho assim
bem no meio do inferno!
Pra melhorar
tem uma catinga desgraçada
de fumaça de cigarro,
entrando pela janela
e pelo friso da porta...
Fico feito besta
esperando um vento
que não vai correr nunca nessa terra...

E tem ali um calhamaço enorme
de papel esperando para ser lido!!!
"Êita vida ordinária"
E não é que me deu até vontade
de escutar um sertanejo daqueles "bão", sô? =P

TRIBUTO - 1001 Discos 0019

O destino nos reserva certos fatos que, mesmo que não tenham correlação nenhuma entre si, ainda assim não deixam de nos assombrar. Explico. Tenho no blog uma coluna que percorre as indicações presentes no livro "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer". Por enquanto foram analisados 19 discos. O décimo-nono, analisado no dia 06 de fevereiro, foi o álbum "Thriller". Tive que dar um tempo na coluna depois do "Thriller". Pura coincidência? Difícil dizer. Talvez seja esse o disco que melhor simbolize o que o título daquele livro quer dizer. Ninguém pode morrer sem ouvir, com muita atenção, o álbum "Thriller" do Michael Jackson. E a maior ironia é justamente essa: dificilmente alguém morrerá sem ouví-lo. Não existe um disco que tenha sido tão vendido ou tão executado nas rádios quanto esse. Mesmo assim eu insisto, porque a experiência vale a pena: separe alguns minutos de sua vida e ouça toda a vibração que emana dessa obra-prima. Grave um cd, coloque um headphone no ouvido e dance - não, não precisa ser igual ao MJ - dance conforme a música, conforme a sua vontade. Pouquíssimos artistas conseguiram captar, processar e transmitir a tantas pessoas toda a essência e amplitude que a expressão artística sob a forma musical requer. Arrisco-me a dizer, sem medo de errar, que nenhum outro o fez com tamanho sucesso e competência.

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1001 Discos - 0019 - (Publicado originalmente no dia o6/02/2009)


Michael Jackson
Thriller
(1982)

O Ápice do Equilíbrio

Uma das boas coisas que acontecem ao se fazer essa imersão pelos 1001 discos são as belas redescobertas que nos esperam pelo caminho. Isso mesmo. É uma maravilha redescobrir algumas pérolas que estavam lá no fundo do baú. Pois foi essa a minha sensação ao sentar para escutar o álbum de hoje.

Para mim, sentar e ouvir "Thriller" com todas suas nuâncias e em todos os detalhes foi como fazer uma regressão. Apesar de ser um fã declarado das músicas do Michael Jackson, na verdade não tenho parado para escutar seus álbuns mais antigos. Tinha escutado o "Dangerous" a um tempo atrás e volta e meia eu coloco o "Invincible" pra rodar aqui.

Mas, por mais estranho que possa parecer, quase não escuto os álbuns clássicos desse artista fenomenal. Simplesmente por falta de hábito. "Off the Wall", "Thriller" e "Bad" não faziam parte da minha coleção (de mp3). Pois então, estou tratando de preencher essa lacuna o mais rápido possível.

Por isso eu posso dizer com toda tranquilidade: é um prazer enorme poder escutar um álbum que represente tão bem o significado da palavra "qualidade". A construção desse álbum se deu de forma absolutamente impecável. Não há uma única nota fora do lugar. Ao mesmo tempo, as músicas não soam nem um pouco artificiais, como até seria de se esperar. É um álbum que não perde a vibração nem um segundo. Aliás, vibração ele tem de sobra. MESMO.

A sequência Thriller > Beat It > Billie Jean > Human Nature é qualquer coisa. De arrepiar. Talvez essa seja a melhor sequência de quatro músicas de um disco pop. Quatro incríveis hits enfileirados no mesmo disco. Hoje isso até poderia representar um enorme disperdício em termos de mercado. Cada uma dessas músicas em um álbum diferente já seriam chamariz suficiente para vender outras dezenas de milhões de cópias de cada álbum que as contivesse, sem dúvida alguma.

Para quem nasceu antes de 1985 qualquer uma dessas quatro músicas dispensam comentários. Nessa época, em que a rádio e a televisão se preocupavam ainda mais com a cultura em si, principalmente na área musical, Michael Jackson reinou de forma absoluta, foi soberano. Sua fusão da disco music, com funk, pop, r&b e elementos sutis do rock criou um estilo perfeitamente adaptável ao rádio. É leve, tem balanço, suingue e não satura o ambiente, fato que pode acontecer, às vezes, com o rock.

No entanto, é sobre as outras músicas, "menos" conhecidas, que vou tentar esquadrinhar algo aqui. Porque elas merecem
tanto destaque quanto os badalados hits já citados.

Pode parecer redundância, mas a música de abertura "Wanna Be Startin' Somethin" tem tudo que uma "música de entrada" precisa para criar o clima do álbum como um todo. Ouça você mesmo e repare bem. Preste bastante atenção em todos os detalhes da "intro" dessa música. Três batidas na caixa e a entrada "aparentemente" atravessada. O baixão segurando um groove "pesado" o tempo todo, basicamente o mesmo groove na música inteira. Quando entra o arranjo de guitarra, repare na vocalização ao fundo. É muita criatividade. Isso pra não falar na interpretação "insana" da letra e em toda a capacidade vocal de Michael Jackson. Canta demais. Os arranjos vocais são espetaculares. São várias camadas, vários elementos gravados interpoladamente que se intercalam com arranjos incríveis de metais e com a guitarra, com seu timbre notável.

Depois, para "descansar" um pouco de toda essa vibração, você curte uma onda mais disco e r&b "Baby be Mine". Relativamente menos "frenética" do que a anterior, ela não fica para trás em termos de qualidade. A "intro" dessa música também é muito peculiar, por ser somente com a bateria. Mas é na melodia que está o segredo dessa canção. A capacidade de Michael em fazer melodias marcantes está evidenciada ali. E mais uma vez, ele canta muito, não precisaria nem ficar repetindo isso, mas vale muito a pena reparar esse detalhe nessa música especificamente.

Daí caimos em uma balada "The Girl Is Mine". Uma simples balada? Hahaha. É... Muuuuito simples. Afinal, uma parceria com Paul McCartney não é nada de mais, não é mesmo? Basta ligar e ele vem atendê-lo. Pois está ali. Michael Jackson e Sir Paul McCartney juntos. A partir daí dá para se ter uma idéia do quão bela é a música. Não há nada que precise ser retocado numa música como essa. Linda.

Bom, como se tudo isso não bastasse, é daí pra frente que o disco realmente "acontece". Seguem "Thriller", "Beat It" e "Billie Jean", das quais qualquer coisa que eu fale, por mais "mínimo" que possa ser o detalhe, estarei chovendo no molhado. Mas, sendo agora um crítico mais severo, a faixa-título"Thriller" é a música que mais destoa do álbum como um todo. Ela tem balanço legal, mas só, e todo esse clima cansa antes mesmo de a música acabar. E aquela voz esquisita de "zumbi" no final não encaixou nada bem na música, na minha opinião.

Mais adiante no disco, passando reto sobre as obrigatórias "Beat it" e "Billie Jean", nos deparamos com a bela "Human Nature". O que dizer, então, de uma melodia que encantou até Miles Davis? Aliás, eu conhecia essa música mais pelo trompete do jazzista do que pela inconfundível voz do Michael. Imperdível.

Daí pra frente, o disco segue sua excelente toada. É um disco facil demais de se escutar, é tão bem feito que agrada facilmente a qualquer ouvido, e qualquer restrição que se possa fazer a esse disco será mais pessoal em relação ao Michael do que estritamente técnica, relacionada à musica ali contida.

Em suma, uma obra-prima do pop. Reúne todos os elementos que um disco precisa para arrebentar nas paradas de sucesso. Não é à toa que na própria página na Wikipedia os reviews desse disco formam uma verdadeira constelação, uma via-láctea de toda a crítica.

Uma pena que, desse álbum em diante, a carreira e a vida pessoal de Michael Jackson passaram a tomar um rumo "ladeira abaixo" e, apesar de ainda conseguir emplacar alguns bons discos, nada foi comparável ao sucesso obtido no início dos anos 80. Prova de que o ápice do equilíbrio está, realmente, a um passo do desatino.



Thriller

Studio album by Michael Jackson
Released November 30, 1982
Recorded April 14 – November 8, 1982
Westlake Recording Studios
(Los Angeles, California)
Genre Pop, rock, R&B
Length 42:19
Label Epic (EK-38112)
Producer Michael Jackson
Quincy Jones

All songs written and composed by Michael Jackson, except where noted.
# Title Length

1. "Wanna Be Startin' Somethin'" 6:02
2. "Baby Be Mine" (Rod Temperton) 4:20
3. "The Girl Is Mine" 3:42
4. "Thriller" (Temperton) 5:57
5. "Beat It" 4:19
6. "Billie Jean" 4:54
7. "Human Nature" (John Bettis, Steve Porcaro) 4:05
8. "P.Y.T. (Pretty Young Thing)" (James Ingram, Quincy Jones) 3:58
9. "The Lady in My Life" (Temperton) 4:59

Música e clip LINDÍSSIMOS

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Woooow MJ morreu???


Que triste coincidencia. Escutava "Evaporar" do Little Joy quando o celular bipou aqui "O Michael Jackson morreu!!!"

Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr
Custa o que custar

Tempo a gente dá
Quanto a gente tem
Custa o que correr
Corre o que custar

O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar foi o que ganhei
E ando ainda atrás desse tempo ter
Pude não correr pra ele me encontrar
Não se mexer
Beija-flor no ar

O rio fica lá, a água é que correu
Chega na maré, ele vira mar
Como se morrer fosse desaguar
Derramar no céu, seu purificar
Deixar pra trás sais e minerais
Evaporar

Compartilho do sentimento de pesar nesse momento, como um grande fã de toda a sua obra...
Descanse em paz!

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Em Obras

Quem sabe retornarei ao blog...

[...]

Num dia qualquer...

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Té mais vê!!!

sábado, 13 de junho de 2009

CHEGOOOOOOU!!!!





Que PRESENTE!!! Pensa num caboquim feliz... =D

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dois filmes


Alguém aí viu esse filme? Será que sou eu que estou maluco ou o mundo está mesmo de pernas pro ar? Será mesmo possível que algumas mulheres funcionem dessa maneira? Qual a intenção desse filme? Caricatura ou realidade? Por que o cinema insiste em querer montar "Super-Barbies" na telona? Pra que tudo sempre tão previsível? Investir milhões pra fazer cinema com conteúdo tão improdutivo... Já não nos bastam as terríveis novelas da TV?

Outro:


Há! Mais um exemplo da falta que um bom roteiro faz para dar um bom sentido a um filme. Até mesmo a beleza das atrizes fica ofuscada diante de uma proposta tão estapafúrdia. Sim, tudo vale no terreno da ficção, mas por que não trabalhar com uma maior coerência em cima desse mesmo tema? Por que não usar melhor o talento daqueles envolvidos no processo de criação artística?


Todo esse questionamento me deixou perplexo. Bom, pelo menos pra alguma coisa esses filmes serviram.

Veja você também!

Ah e tenha um feliz dia dos namorados!!!

(E boas compras...)