http://www.makepovertyhistory.org Usina de Pensamentos

Criar, mudar, refinar o pensamento! Viver o sentimento e sentir o que é vivido! Enxergar as ilusões recolocar-se na realidade! Ter insights, sentir-se continuamente inspirado... Seja mais um operário na Usina de Pensamentos!

terça-feira, 12 de outubro de 2004

Usina de Pensamentos

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Um programa alternativo: Usina de Pensamentos

A cena passou-se em um dia qualquer da década de 1970, fase aguda da repressão militar. O professor de Geografia foi chamado à sala da diretora, que, além de ter seu papel de gestora, comandava a orientação pedagógica e educacional, a Coordenação e muitas outras funções. Não que não houvesse pessoas para realizá-las. Elas existiam, é claro, mas exerciam seu trabalho segundo regras, fundamentos, princípios e justificativas da diretora e dona do pedaço. Travou-se o seguinte diálogo:

— Professor, chamei-o aqui porque é agora necessário ministrarmos aulas de Educação Moral e Cívica e o escolhi para fazê-lo.

— Mas, por que eu, senhora diretora? Não existem por acaso outros professores mais adequados? Não ministro bem minha disciplina? Não seria desperdício usar-me para a rotina, para o servilismo a uma programação imposta?

— Não, meu caro mestre. Se escolher um qualquer, ele por certo fará o que os militares desejam. Ministrará a disciplina sem sabor, sem criticidade, sem criatividade. Fará dos estudantes apenas mentes robotizadas pela ditadura. Escolhi o professor que mais admiro, aquele que mais respeito e sei que ele, e somente ele, será capaz de criar um programa alternativo: ministrar essa tal de Educação Moral e Cívica com a cara que a imposição requer, mas, na sutileza das entrelinhas, fazer os alunos pensarem e despertar neles a criticidade... E, quando se supõe que estes levam para casa uma bagagem sem cor; na realidade, eles, ao contrário, levam na cabeça idéias cheias de vida e de surpresa. Prepare o programa, apimente reflexões, faça surtir a criatividade, mas organize diários de classe com a cara que o governo impõe.

Dois meses depois desse diálogo, a escola mudou. As aulas de Educação Moral e Cívica passaram a ser as mais procuradas e discutidas, deixando escondidas em um manto de pureza as idéias mais expressivas, os pensamentos mais ousados. Para quem olhasse a escola de fora, lá estavam os conteúdos curriculares convencionais e também a Educação Moral que a ditadura sugeria; entretanto, quem a assistisse de perto saberia que a escola transformara-se em uma fábrica de reflexões, um laboratório de experiências. Mais tarde, “filhos” dessa disciplina, surgiram projetos de defesa ambiental, ações de envolvimento comunitário, campanhas de apoio à construção da dignidade e da honra e serviços assistenciais voluntários.

Os tempos mudaram! Não mais existem, nos currículos, uma disciplina imposta, um programa para se praticar a bajulação e se exaltar a autoridade, uma mordaça à liberdade do pensar. Mas será que a criatividade de uma programação alternativa nasce apenas em tempos de censura? Será que, se convocarmos os professores mais críticos e mais brilhantes, sugerindo-lhes a “criação” de uma disciplina alternativa, não ocorrerão idéias experimentáveis, projetos plausíveis? Será que a escola pode exercer a busca do diferente e do inusitado somente em tempos de terror?

Acreditamos sinceramente que não, assim como não menos sinceramente pensamos que o “aperto” do currículo não é tão cerceado de limites que impeça o criar de alguma outra disciplina que possa ensinar relações interpessoais, ações concretas de defesa da cidadania, projetos que exercitem alternativas de pensamento mediadas por espaços de reflexão, análise crítica do cotidiano, atos e procedimentos que solidifiquem amizades, aprendizagens significativas sobre um melhor comer e se exercitar, para um melhor viver. É importante pensar que a tecnologia tornou a informação mais acessível e que, por mais intensa que ela seja, jamais poderão ser impostas, fazendo com que exista conhecimento sem compreensão, aprendizagens que engessam a mente e impedem a significação e a contextualização. Por mais matéria que se tenha, sempre haverá tempo para melhor as discutir.

É chegada a hora de uma nova alternativa no educar. Não seria o caso de se buscarem, nos professores mais criativos e mais reflexivos, os fundamentos de uma usina de pensamentos? Não poderiam eles, voluntariamente, criar modelos e sugeri-los à Coordenação? Se for necessário (e, em último caso), esses professores podem fazer de conta que o tempo não passou e que a democracia não sepultou a criatividade.

Celso Antunes

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Santas Crianças

Feriado religioso.
Dia de N. Sra. Aparecida e Dia das Crianças (12/10).
O que é ser criança?
E santo?
O que é ser santo?

Não interessa?

Aproveite o Feriado!!!

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Isca

O desconhecido
a ninguém pertence

Ouse
mas não se deixe levar
Iscas
podem se revelar

O caminho de volta
Difuso
vai se mostrar

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segunda-feira, 11 de outubro de 2004

Opaco

A chuva vem
O calor vai
É agua
Refresco
Seco,
Tudo agradece

Ansiosas, numerosas
as gotas perambulam
Sentido vertical
do Céu
para a terra

O horizonte
é opaco agora

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Novo (velho) dia

Era meu dever despertar às 7 hrs. O despertador cumpriu sua função. Eu não. Fiquei preso ao cansaço, ao sono que não dá trégua. Um novo dia nasce. Nada de novo.

Onde brota a renovação?

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Tentação

O Dia nasce
o Dever espera
a Palavra não se cumpre
Nasce o Pecado

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Forças de Atração

Entre nós existe algo
que não existe dentro
Desejo

Só é possível amar
se existe o Desejo
que vem de dentro

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Barragem

O rio flui
sem desvios
perene

Correm as águas
O leito
abre e percorre
Lentamente
Sem parar

O futuro
não difere
do agora
Ele é

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Multidão

Uma multidão está ao lado
Entidades cumprem missão
Energias personificam
e os passos mudam de direção

Uma multidão está ao lado
O futuro é incerto
Multidões se cruzam
Nasce o sentimento

Uma multidão mora no interior
Minha personalidade em sua unidade
é sintese, é diversidade
Fluem os pensamentos

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Sustento

Preciso de alimento
para minha alma
para minha vida
para mantê-la
Suprema por si
Sucinto e objetivo
Realize-se

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domingo, 10 de outubro de 2004

Man At Work

Cornitermes cumulans & Cornitermes snyderi

Esses nominhos aí respondem pelo fardo que tenho que carregar até o ano que vem! Amanhã (véspera de feriado) eu estarei em uma área de pasto no campus II UFG às 8 da manhã coletando ninfas de aleluia! ALELUIA!!!
Acordo as 7 pego 2 ônibus levo uma hora até o campus; pego a picareta, vidrinhos com alcool 70 e pinças no laborátorio e vou "solito" para a companhia dos cupinzeiros e das vaquinhas que mansamente pastam na área utilizada para coletas. Respeitando o meu limite físico, quebro três ninhos por turno levando umas duas horas e meia para tal. Isso quando a coleta é bem sucedida, ou seja, qndo existem aleluias nos ninhos escolhidos.
A cada mês preciso quebrar seis ninhos, sendo três de cada espécie (designada no título). Isso significa dois dias, no mínimo, para a coleta de cada mês. Para diminuir o efeito do tempo nas amostras é interessante que as coletas das duas especies sejam feitas com a mínima diferença possível de tempo, ou seja, que as coletas sejam realizadas sempre na primeira semana do mês, por exemplo.
Essa é a primeira parte do meu trabalho... tem q triar, analisar, escrever!!!
É mole a vida de estagiário?!

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Improviso tagarela

Vocês devem ter percebido que estou mais tagarela que o normal. É verdade!!! Se olharem o "Arquivo" dificilmente encontrarão mais de dois posts em um msm dia. É uma nova fase de algo que definitivamente não pode cair numa mesmice e , pelo contrário, estará sempre se transformando!
Funcionando como o jazz, entendem?! ;-D

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Abandono ou Solidão

Ultimamente venho acordando irritado pela manhã... Hoje acordei lá pelas 11 e não estava me sentindo legal, revigorado!!! Venho dormindo mal, talvez pelo calor ou pelo descontrole geral que aparentemente tenho em relação a minha vida! Muito tem sido feito e pouca realização tenho sentido! Pouco retorno...
Parece que afasto as pessoas de mim para me sentir mais à vontade! O abandono alimentando minha solidão...

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Tempo Bom

Hoje, finalmente, a chuva veio dar o ar da graça aqui nesse inferninho. O clima está fresco dá até pra sentir as moléculas de água circulando com o ar! A ausência nos ensina a valorizar a presença...

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terça-feira, 7 de setembro de 2004

Comentários (Comments)

Pessoal,

eu só queria destacar que é muito importante, para mim e para o melhor desenvolvimento do blog, que vocês deixem seus comentários sobre os "posts" que chamaram-vos a atenção!!!
Para fazê-lo é muito simples: cliquem na palavra "Comment" embaixo de cada "post" e digitem a vossa opinião!!! :-D

Combinado?!?!

Abraços!

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domingo, 15 de agosto de 2004

Dicas na Internet: DICA nº1

Intro:
A Internet é como uma faca, que não tem dois, mas sim muitos gumes! Por isso, ao estarmos acessando-a é preciso ter bastante atenção e cuidado com o que estamos lidando. Não é nenhum absurso afirmar que a quantidade de obscenidades e de baixo nível encontrados ao acaso na internet superam consideravelmente as fontes de informações de boa qualidade e com procedência, por isso abro aqui um espaço de esposição dos bons sites que tenho a felicidade de encontrar e dos quais podemos aprender e tirar preciosíssimas informações.

A primeira dica, vem muito a calhar e não poderia ser outra senão a do portal da Sociedade Brasileira de Bugei:




Por que insisto tanto que vocês conheçam esse site? Principalmente pela abrangência e pelo direcionamento dos textos e ensaios que são atualizados todos os dias. Isso significa que a cada dia temos a nossa disposição a oportunidade de discutir uma nova abordagem sobre um tema, algo que seja realmente relevante para nossa formação a despeito do que vemos nos jornais, na própria Internet e na TV. A abrangência se dá pela diversidade de áreas que são discutidas (história, filosofia, psicologia, religião, teoria marcial são apenas alguns, dos muitos outros tópicos frequentemente em debate) e o direcionamento desses é importante, pois o foco de todos os textos é o nosso desenvolvimento pessoal e humano.
De fato, apesar de se tratar de um site de uma Escola de Bugei, não é necessário que se seja aluno de Bugei para desfrutar de todos os benefícios que esses estudos podem nos proporcionar.

DICA DA "DICA": Sessão de Aulas Teóricas!!! O cadastro é GRATUITO e o conteúdo, além de vasto, é valioso. Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta! :-D


Aulas Teóricas Gratuitas!


É assim!!!
Compreendem?

Gabz

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sexta-feira, 13 de agosto de 2004

Espiritualidade

Li, no Journal for Advanced Practical Research sobre dois fascinantes projetos que estão sendo desenvolvidos por cientistas do M.I.T. Em decorrência dos problemas ambientais provocados pelo uso da energia os cientistas têm estado à procura daquilo a que deram o nome de ‘tecnologias suaves’, por oposição às ‘tecnologias duras’. Tecnologias suaves são aquelas que têm por objetivo produzir energia sem poluir e com um gasto mínimo ou nulo dos combustíveis. Por exemplo: a produção de energia por meio de moinhos de vento ou de energia solar é macia porque nem polui e nem esgota recursos naturais. Já a produção de energia em usinas movidas a carvão é dura: esgota as reservas de carvão e polui. Preocupados com a crescente demanda de energia, a escassez de recursos e a poluição, os ditos pesquisadores estão trabalhando no sentido de produzir artefatos técnicos que não façam uso nem de energia elétrica comum, nem de pilhas e nem de energia nuclear. O primeiro projeto contempla a construção de um pequeno objeto produtor de luz, com essas características econômicas. Trata-se de um vaso de metal ou vidro, com boca afunilada como numa garrafa, cheio com querosene, do qual sai um barbante grosso e que produz luz quando uma faísca é produzida na ponta do pavio - nome técnico que se deu ao tal barbante grosso. A faísca, para ser produzida, dispensa o uso de fósforos. Basta que se batam duas peças de metal na proximidade da ponta do pavio. Do choque das duas peças de metal salta uma faísca que incendeia o pavio, produzindo uma chama amarelada suave. No momento o pesquisador está lutando com um problema para o qual ainda não encontrou solução: um cheiro característico desagradável, resultante da combustão do querosene. Mas, com os recursos da química, ele espera poder produzir chamas com os mais variados perfumes - o que permitirá que o dito artefato venha a ter o efeito espiritual dos incensos. Esse artefato dispensa o uso de pilhas e de energia elétrica tradicional, podendo ser usado em qualquer lugar. O outro projeto procura produzir um aparelho de som que funcione sem pilhas e sem eletricidade, bastando, para isso, o emprego da energia humana e do efeito armazenador das molas: gira-se uma manivela que aperta uma mola que faz girar o disco que, tocado por uma agulha, produz som através de uma corneta metálica. Com esse artefato é possível ouvir música até no alto do Himalaia.

Nesse momento espero que o leitor já se tenha dado conta de que tudo o que eu disse é pura brincadeira. Cortázar fez coisa semelhante com a história invertida das invenções. Partindo do avião supersônico em que as pessoas nada vêem e ficam tolamente assentadas para chegar mais depressa, Cortázar passa por inumeráveis avanços intermediários, até chegar ao meio mais humano, mais saudável e mais ecológico de locomoção, ainda não descoberto: andar a pé. Claro, isso é pura brincadeira... Brincadeira, porque nenhum cientista iria gastar tempo criando o que já foi criado e abandonado, seja lamparina ou gramofone...

Criar! A criatividade é manifestação de um impulso que mora na alma humana. É isso que nos distingue dos animais. Os animais estão felizes no mundo, do jeito como ele é. Há milhares de anos as abelhas fazem colméias do mesmo jeito, os pintassilgos cantam o mesmo canto, as aranhas fazem teias idênticas, os caramujos produzem as mesmas conchas espiraladas. Não criam nada de novo. Não precisam. Estão felizes com o que são. O que não acontece conosco. Somos essencialmente insatisfeitos e curiosos. Albert Camus disse que somos os únicos animais que se recusam a ser o que são. A gente quer mudar tudo. Inventamos jardins, inventamos casas, inventamos culinária, inventamos música, inventamos brinquedos, inventamos ferramentas e máquinas. Michelângelo inventou a Pietà, Rodin inventou o Beijo, Beethoven inventou a 9ª Sinfonia.

Como é que a criatividade acontece? É preciso, em primeiro lugar, que haja algo que nos incomode. Por que é que a ostra faz pérola? Porque, por acidente, um grão de areia entrou dentro de sua carne mole. O grão de areia incomoda. Aí, para acabar com o sofrimento, ela faz uma bolinha bem lisa em torno do grão de areia áspero. Desta forma ela deixa de sofrer. Aprenda isso: ostra feliz não faz pérola. Isso vale para nós. As pessoas felizes nunca criaram nada. Elas não precisam criar. Elas simplesmente gozam a sua felicidade. Bem disse Octávio Paz: ‘Coisas e palavras sangram pela mesma ferida.’ Toda criatividade é um sangramento.

Como é que a criatividade se inicia? Já disse: inicia-se com um sofrimento. O sofrimento nos faz pensar. Pensamento não é uma coisa. O pensamento se faz com algo que não existe: idéias. Idéias são entidades espirituais. O espiritual é um espaço dentro do corpo onde coisas que não existem, existem. A Pietà, antes de existir como escultura, existiu como pensamento, espírito, dentro do corpo do Michelângelo. O Beijo, antes de existir como objeto de arte, existiu como espírito, dentro do corpo de Rodin. A 9ª Sinfonia, antes de existir como peça musical que se pode ouvir, existiu como espírito, dentro da cabeça de Beethoven.

O espírito não se conforma em ser sempre espírito. Que mulher ficaria feliz com a idéia de um filho? Ela não quer a idéia de um filho, coisa linda. É linda - mas enquanto espírito, só dá infelicidade. A mulher quer que a idéia de um filho - sentida por ela como desejo e nostalgia - se transforme num filho de verdade. Por isso ela quer ficar grávida. Quando o filho nasce, aí ela experimenta a felicidade. Uma idéia que deseja se transformar em coisa tem o nome de ‘sonho’. O sonho deseja transformar-se em matéria. A espiritualidade do espírito está precisamente nisso: o desejo e o trabalho para fazer com que aquilo que existe apenas dentro da gente (e que, portanto, só pode ser conhecido pela gente), se transforme numa coisa, que pode então ser gozada por muitos. A espiritualidade busca comunhão. Hegel dava a esses objetos, produtos da criatividade, o nome de ‘objetivações do espírito’. O caminho do espírito é esse: da espiritualidade pura e individual, para a coisa, objeto que existe no mundo, para deleite e uso de muitos. Os objetos, assim, são o espírito tornado sensível, audível, visível, usável, gozável. Uma canção só existe quando cantada. Um quadro só existe quando visto. Uma comida só existe quando comida. Um brinquedo só existe quando brincado. Um filho só existe quando parido. O espírito tem nostalgia pela matéria. Ele deseja fazer amor com a matéria. E quando espírito e matéria fazem amor, nasce a beleza. Deus não se contentou em sonhar o Paraíso. Se o sonho do Paraíso lhe tivesse dado felicidade ele teria continuado apenas sonhando o Paraíso. Deus não se contentou em sonhar o homem. Se o sonho do homem lhe tivesse dado felicidade ele teria continuado sonhando o homem. Mas ele (ou ela) só se deu por completo quando se transformou em homem: ‘... e o Verbo (sonho) se fez carne (corpo)’. O espírito quer descer, mergulhar...

Tão diferente daqueles que pensam que espiritualidade é o espírito se despegando da matéria, o corpo morrendo para ser só espírito, sem carne e sem sentidos, como se o material fosse doença, coisa inferior. Beethoven por acaso acharia que os instrumentos da orquestra são coisa inferior? Mas como? Sem eles a 9ª Sinfonia nunca seria ouvida! Nesse caso ele ficaria feliz com a sua surdez, porque então a 9ª Sinfonia permaneceria para sempre espírito puro! Michelângelo por acaso pensaria que o mármore é coisa inferior? Mas como? Sem o mármore a Pietà nunca seria vista e amada! E ele ficaria feliz se não tivesse mãos, porque assim a Pietà permaneceria para sempre espírito puro! Deus por acaso acharia que o corpo é coisa inferior? Mas como? Sem o corpo o Verbo nunca viveria como carne e ele, Deus, amaria a morte. Porque com a morte o homem permaneceria para sempre espírito puro...

Espiritual é o jardineiro que planta o jardim, o pintor que pinta o quadro, o cozinheiro que faz a comida, o arquiteto que faz a casa, o casal que gera um filho, o poeta que escreve o poema, o marceneiro que faz a cadeira. A criatividade deseja tornar-se sensível. E quando isso acontece, eis a beleza! (Correio Popular, Caderno C, 10/09/2000)

Espiritual é o jardineiro que planta o jardim, o pintor que pinta o quadro, o cozinheiro que faz a comida, o arquiteto que faz a casa, o casal que gera um filho, o poeta que escreve o poema, o marceneiro que faz a cadeira. A criatividade deseja tornar-se sensível. E quando isso acontece, eis a beleza!

Rubem Alves
(Correio Popular, Caderno C, 10/09/2000)

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domingo, 8 de agosto de 2004

Keizoku wa Daiji

Complicada essa expressão, né?! Mas o significado que ela contém é magnífico!!!
Está relacionado à nossa persistência,
a algo que nos motiva a superar nossos problemas e a seguir em frente com o nosso objetivo...

Mas é o seguinte... Dessa vez farei um pouco diferente!
Não me sinto no direito de privá-los de um ensinamento ainda maior do que o que eu faria normalmente nas postagens habituais...
Então, para que vocês possam conhecer melhor o rico portal da Sociedade Brasileira de Bugei, e para aprenderem diretamente do próprio site, eu recomendaria a começar por esse artigo:


Keizoku wa Daiji

Leiam o ensaio antes de reclamar e absorvam tranquilamente o conteúdo desse artigo!
Depois se sentirem vontade e tiverem disponibilidade postem aí os seus comentários pra que eu possa ver quem topou o desafio! :-D


É assim!!!

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sábado, 7 de agosto de 2004

Duelando com o Tempo...

É muito estranha a sensação de estar duelando com o tempo... Essa é uma batalha em que não se pode pretender vencer. Não há outra alternativa a não ser se render e tornar-se aliado a esse oponente tão formidável, tão sutil... Deve-se sim, aprender a lidar melhor com o tempo para não ocorrerem falhas! Isso é um importante aprendizado...

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